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Estudo caracteriza inundações e vegetação da Reserva Mamirauá
16/12/2013 - 10:24
Combinações inusitadas entre as formações vegetais de várzea e os padrões de inundação podem ser um bom indicativo de associações incomuns. É o que aponta um estudo conduzido pelo Instituto Mamirauá que teve por objetivo caracterizar a distribuição dos principais tipos de vegetação e dos padrões de inundação da Reserva Mamirauá, no Amazonas. As análises foram possíveis com a utilização de métodos estatísticos e de sensoriamento remoto com imagens de radar. 

As imagens são capazes de fornecer dados da vegetação e, ao mesmo tempo, detectar a inundação debaixo do dossel florestal com uma relativa independência das condições meteorológicas (nuvens, chuva, dia ou noite). Usando esses dados e os de parcelas florestais mantidas pelo instituto, uma metodologia de mapeamento foi elaborada baseada em técnicas estatísticas de mineração de dados e árvores de decisão.

“Alguns hábitats de Mamirauá podem tornar-se mais predominantes enquanto outros podem desaparecer completamente caso se confirmem as previsões de que mudanças climáticas aumentarão os períodos de seca e eventos extremos na Amazônia”, afirma o geógrafo Jefferson Ferreira, um dos autores do estudo.

Os mapas revelaram o complexo mosaico de hábitats que formam a paisagem da Reserva Mamirauá e como os diferentes tipos de vegetação se relacionam com os padrões de inundação. A vegetação de chavascal apresentou períodos de inundação mais variados do que o reportado na literatura, desde menos de 40 dias até 295 dias por ano. “A hipótese levantada é que altas concentrações de argila no solo e/ou áreas de lençol freático muito próximo à superfície expliquem melhor a presença desse tipo de vegetação do que o tempo de inundação”, conclui Ferreira.

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Texto: Eunice Venturi – Ascom do Instituto Mamirauá

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