Ministro participa de seminário de avaliação dos INCTs. Foto: Marcelo Gondim/CNPq
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, anunciou nesta terça-feira (2), na abertura do 2º Seminário de Acompanhamento e Avaliação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), a continuidade do financiamento ao Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. O evento segue até o dia 4 de julho, no Hotel Royal Tulip, em Brasília.
De acordo com Raupp, o lançamento do edital destinado à continuidade e formação de novos INCTs deve ser formatado a partir da avaliação dos resultados no seminário. “A contribuição que esses institutos podem dar não é irrisória, ela perpassa diretamente pela fronteira da ciência. Faremos um investimento igual ou superior no programa com o lançamento de um novo edital”, disse.
Na avaliação dele, os INCTs possuem potencial para produzir o conhecimento necessário para a geração da ciência em alto nível, beneficiando a sociedade como um todo. “Esses institutos devem ser avaliados de forma muito mais detalhada, pois são redes de pesquisa com grande potencial e podem gerar resultados concretos e diretos para a sociedade”.
O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, detalhou quais serão os critérios para a avaliação, entre eles, o estado da arte alcançado pelos projetos, a produção científica obtida, a formação de recursos humanos, a interação com o setor produtivo e a transferência do conhecimento e tecnologia.
“O foco desta avaliação são os resultados. Compreendemos que existem diferentes estágios entre os INCTs, mas não podemos abrir mão desse critério”, informou. “Esses resultados devem ser contextualizados sob a perspectiva de como irão beneficiar a sociedade”.
O secretário da Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (MS), Carlos Gadelha, ressaltou a contribuição da ciência para a área da saúde. “Hoje, a agenda de ciência e tecnologia adquiriu um papel central na saúde brasileira. Ela será fundamental na meta de alcançarmos o que compreende a constituição sobre o acesso universal à saúde”.
O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, relatou que os INCTs já contribuíram para a instituição nortear políticas públicas de educação.
“Nós já utilizamos os temas desenvolvidos pelos INCTs para nortear ações internacionais, como na relação com instituições como Harvard e Cambridge”, afirmou. “Outro resultado satisfatório a partir da produção dos INCTs é a criação de cursos de graduação que surgiram através dos temas trabalhados nas redes de pesquisa”, concluiu.
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Texto: Ascom do CNPq