Sistema de alerta precoce de seca e desertificação apresentado. Foto: Giba/Ascom do MCTI
O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) apresentou nesta quarta-feira (19), em Brasília, o Sistema de Alerta Precoce de Secas e Desertificação.
Em desenvolvimento há três anos, o projeto tem como objetivo identificar as áreas mais propícias à desertificação, considerando o Nordeste como um todo e mais duas sub-regiões dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, que integram a região semiárida do território brasileiro.
A coordenadora de Relações Institucionais do Cemaden, Regina Alvalá, explica que o sistema envolve o cruzamento de vários dados, como informações sobre solos, uso e cobertura da terra, de geologia e geomorfologia, entre outros.
“Será uma espécie de ferramenta de planejamento, porque é um sistema dinâmico, que poderá ser atualizado sempre, principalmente, em relação a informações climáticas”, disse. “Isso, então, passa a se constituir numa ferramenta essencial para o planejamento, por exemplo, se choveu menos em um determinado ano, essa área estará mais suscetível à desertificação do que no ano anterior, que choveu mais”.
Segundo ela, a previsão é a de que o projeto fique pronto ainda neste ano. “Os consultores estão trabalhando no último estado, a Bahia, que é muito grande. Assim que terminar o processo, o estado será inserido no mosaico de todas as regiões e passará por um trabalho de revisão de bordas, que são as fronteiras com os outros estados”.
A apresentação do projeto ocorreu durante o Seminário de Sistema de Alerta para a Seca e Desertificação. O encontro, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), foi realizado em comemoração à Semana Nacional de Combate à Desertificação, Mitigação dos Efeitos da Seca e Convivência com a Semiaridez.
Texto: Amanda Mendes – Ascom do MCTI