Qual o papel das cidades na Amazônia? Por que a rede urbana, ao longo da história, não promoveu o desenvolvimento da região? Esses são alguns questionamentos que a geógrafa Bertha Becker, colaboradora do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia, busca esclarecer no livro A Urbe Amazônida, a ser lançado nesta terça-feira (18), no Rio de Janeiro.
Com base no pensamento de Jane Jacobs e Peter Taylor, a pesquisadora examina a história da urbanização amazônica, entendendo as cidades como motores de crescimento econômico e traçando relações que elas mantêm com os lugares centrais.
A autora reafirma a tese de que é urgente um novo padrão de desenvolvimento regional, com o aproveitamento sustentável da riqueza natural e a melhoria das condições de vida das populações. Para ela, o mercado de carbono, o reconhecimento do zoneamento natural dos tipos de vegetação e a criação de cadeias produtivas completas são algumas estratégias promissoras que corroboram este novo modelo.
Rede urbana amazônica
Ao longo da história, a região passou por curtos períodos de crescimento econômico, sempre dependendo das demandas das metrópoles e países estrangeiros. Após o processo de colonização europeia, o governo brasileiro estimulou a expansão da fronteira agrícola do Sudeste como forma de ocupação da Amazônia. Houve novas maneiras de apropriação da terra sem, todavia, avanços no conteúdo, estrutura ou complexidade da economia. A debilidade do mercado nacional e a ausência de políticas públicas que promovam justiça social são alguns dos fatores que desfavorecem o desenvolvimento da região.
Sobre a autora
Bertha Koiffmann Becker é professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o Laboratório de Gestão do Território (LAGET/UFRJ). Atua como consultora ad hoc de várias instituições científicas, sendo reconhecida pela participação vigorosa no processo de elaboração de inúmeras políticas públicas relacionadas à região amazônica.
Serviço:
Lançamento do livro A Urbe Amazônida, de Bertha Becker.
Quando: 18/6
Horário: 16h30
Local: Av. Atlântica nº 1896/1301, Rio de Janeiro.
Texto: Agência Museu Goeldi