Raupp fala durante a reunião com o governador. Foto: Marcos Freire/Decom-RO
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, disse nesta quarta-feira (24) que a Amazônia deverá ser objeto de um programa específico de ciência e tecnologia, visando ao desenvolvimento econômico e social da região. Ele visitou laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/MS) e da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho, e foi recebido pelo governador Confúcio Moura.
“O objetivo da minha visita é conhecer melhor a região como forma de colher subsídios para desenhar o programa de ciência, tecnologia e inovação para a Amazônia”, disse Raupp a jornalistas. “O país não se desenvolve sem a participação da Amazônia.”
Ele pediu que as instituições de Rondônia apresentem projetos e informou que o programa a ser elaborado terá financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), além da contrapartida dos governos estaduais.
Na visita, o titular do MCTI estava acompanhado da reitora Maria Berenice Alho da Costa Tourinho e da vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Claude Pirmez. Marco Antonio Raupp conheceu o Centro de Estudos de Biomoléculas Aplicadas a Medicina (Cebio), parceria da Fiocruz com a Unir, e o Laboratório de Ictiofauna e Biologia da universidade. Também participaram o diretor regional da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, e o diretor do Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais (Ipepatro) e vice-diretor de Pesquisa da Fiocruz Rondônia, Luiz Hildebrando Pereira da Silva.
Investimentos em pauta
Na reunião com o governador Confúcio Moura Raupp, foi debatida a possibilidade de investimentos para a área de ciência e tecnologia em Rondônia. A reitora e os representantes da Fundação Oswaldo Cruz também estavam presentes, além de integrantes de diversos órgãos ligados a pesquisa.
O governador destacou ao ministro Raupp as pesquisas em desenvolvimento. “Mas essas não são suficientes para nortear aquilo que é de interesse do governo, o setor da alimentação. Não temos resultados de forma rápida e concreta e é disso que precisamos”, afirmou.
Para o presidente da Fundação Rondônia de Ciência e Tecnologia, Alberto Lourenço, as commodities trabalhadas com mais relevância no estado, como pecuária de corte, leite e grãos, acabam por esbarrar nas chamadas fronteiras internas de produtividade. “É preciso expandi-las, englobando fortemente a economia local”, defendeu.
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Texto: Ascom do MCTI e Decom-RO, com informações complementares da Fiocruz