A tradução do sonho de unir ciência e tecnologia para atender as demandas da sociedade. Assim, o ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, definiu a importância do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA) durante a cerimônia de inauguração da entidade, que funcionará no Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, em Campinas.
O CNRTA faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver Sem Limite, lançado em fevereiro deste ano pela presidenta Dilma Rousseff. Segundo Raupp, o centro “traz esperança e alimenta os sonhos de homens que lutam todos os dias para superar desafios e viver de maneira digna e autônoma”.
O documento com o ato de criação do CNRTA foi assinado pelo ministro Raupp e pela ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), Maria do Rosário Nunes, juntamente com o presidente do CTI Renato Archer, Victor Pellegrini Mammama, o presidente da Comissão Nacional de Tecnologia Assistiva, Antonio José Ferreira e o secretário de Tecnologia para Inclusão Social do MCTI, Eliezer Pacheco.
O gerenciamento da instituição – que conta com um investimento inicial de R$ 12 milhões – será feito por meio da parceria entre o SDH e o MCTI, conforme destacou a ministra Maria do Rosário. "É uma parceria que acredita na inclusão de todos os brasileiros”.
Liderança
A proposta do CNRTA é liderar uma rede nacional de 25 núcleos de tecnologia assistiva (laboratórios e unidades de pesquisa) que deverão desenvolver tecnologias que aumentem a acessibilidade de pessoas com deficiência.
A atuação do novo centro é de atuar como um observatório tecnológico e social, em constante atualização a respeito das inovações do setor assistivo e as demandas sociais. “(O CNRTA) Vai fazer a ponte com a iniciativa privada, responsável pela fabricação e distribuição dos produtos gerados pela pesquisa e desenvolvimento”, explicou o ministro.
A atualização do Catálogo Nacional de Tecnologias Assistivas também foi anunciada. Além disso, por ser parte das ações de c&t do Plano Viver sem Limite, o Centro contará com R$ 90 milhões de crédito subsidiado e outros R$ 60 milhões de subvenção para financiar o desenvolvimento de novos produtos.
Para Eliezer Pacheco, “as políticas de inclusão social do MCTI devem ser vistas como parte de um projeto nacional que visa consolidar o país como uma verdadeira democracia. A concepção de cidadania moderna ultrapassa o conceito de votar e ser votado”, afirmou o secretário do MCTI.
A cerimônia de inauguração, marcada por vários momentos que emocionaram os presentes, também provocou aplausos efusivos. Um desses momentos foi durante o depoimento do presidente da Comissão Nacional de Tecnologia Assistiva, Antonio José Ferreira ao lembrar que “vinte anos atrás, se alguém dissesse que um deficiente visual como eu poderia usar um computador seria tachado de louco. E hoje, eu estava ali postando mensagem no facebook direto do meu celular”, concluiu.
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Texto: Cristina Antunes - Ascom do MCTI