Um criado-mudo refrigerado para conservação de medicamentos ou uma minigeladeira que mantém o lanche na temperatura ideal. Esses são alguns exemplos de novos equipamentos desenvolvidos a partir do processo inovador desenvolvido pela empresa catarinense Embraco, por meio de financiamento (R$ 796 mil) da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep;/MCTI), de um valor total de R$ 2,65 milhões.
O segredo da inovação está na redução da dimensão dos compressores, principal componente dos sistemas de refrigeração. Atualmente, os compressores têm sete quilos, em média. Com a inovação, seu peso pode cair para 1,3 quilo. O resultado é a possibilidade de grandes sistemas estáticos passarem a ser objetos portáteis, do tamanho de uma lata de refrigerante.
Além de econômico, o microcompressor é, também, ecológico, ao dispensar o uso de óleo lubrificante, eliminando a contaminação do solo ou do lençol freático no caso de um eventual descarte incorreto ao término da vida útil do equipamento. Com a inovação, o equipamento pode ficar em qualquer posição no sistema, mesmo que seja de cabeça para baixo. Funcionando sem óleo lubrificante, não há qualquer restrição de movimentos em aplicações portáteis, sejam roupas, merendeiras ou bolsas.
Outra novidade da Embraco é a chamada roupa refrigerada. Ainda em fase de protótipo, a inovação consiste em camisas refrigeradas, como se fosse um ar condicionado pessoal. A ideia poderia ser utilizada nos uniformes esportivos dos atletas durante a Copa do Mundo ou nas Olimpíadas no Brasil. A roupa só seria desligada ao ser iniciada a fase de aquecimento para a competição.
O diretor corporativo de Desenvolvimento Tecnológico da Embraco (com sede em Joinville, SC), Fábio Klein, adianta que o objetivo da empresa “daqui para frente é desenvolver equipamentos cada vez menores”. Segundo ele, a empresa agora estuda as oportunidades de negócio que surgem com a miniaturização. A primeira aplicação prática será na área de refrigeração de componentes eletrônicos de máquinas industriais. O microcompressor mostrou ser uma solução competitiva para dissipar o calor gerado neste tipo de sistema, utilizado, por exemplo, em torres de telefonia celular.
Leia mais.
Texto: Ascom do MCTI - Site da Finep