“Eu jogo rugbi, e você?” é o evento que vai animar o campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), neste sábado (2). A atividade é gratuita, aberta a toda a comunidade e visa promover a popularização desse esporte, incluído nas Olimpíadas de 2016, que serão disputadas no Rio de Janeiro.
A programação integra o projeto “Desenvolvimento de equipamentos para massificação do Rugbi a partir da inclusão do esporte na Rede Pública de Ensino”, coordenado pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT) e financiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).
O rugbi ainda não pode ser considerado um esporte de massa no país, mas já é praticado em 230 clubes espalhados por 22 estados brasileiros, segundo dados da Confederação Brasileira de Rugby. A inovação tecnológica está sendo um dos caminhos para a melhoria técnica do esporte, a partir de novos métodos, equipamentos e capacitação de treinadores.
Paralelamente, o projeto de desenvolvimento do rúgbi promove a divulgação e dá apoio à massificação do esporte. São parceiros neste evento a Fundação Municipal de Educação e a Secretaria Municipal de Esportes de Niterói, a Associação Brasileira de Rúgbi em Cadeira de Rodas (ABRC) e o Niterói Rugby Football Clube (NRFC).
Entre as ações de inovação tecnológica, já foram apresentados protótipos de três equipamentos, confeccionados por profissionais da área de Desenho Industrial do INT: a baliza “H”, utilizada para a marcação dos tries (correspondentes aos gols do futebol), foi aprimorada para facilitar a adaptação dos campos para o esporte; o contact pad, um escudo de proteção almofadado usado nos treinos para minimizar o impacto do contato entre os jogadores recebeu melhorias; e foi desenvolvida uma cadeira de rodas infantil para a prática do rugbi.
Na linha da popularização, o esporte já está sendo implementado na rede pública de ensino de Niterói como atividade regular, por meio da vertente “tag rúgbi”, uma versão mais simples do esporte. O município foi escolhido como piloto e os professores de educação física foram capacitados a conduzir atividades de prática de rúgbi convencional e também de rugbi em cadeira de rodas