Ricardo Lemos/MCT - O ministro Rezende na abertura da 2ª Oficina de Trabalho, em Brasília.
14/10/2010 - 15:58
O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, participou hoje (14) da abertura da 2ª Oficina de Trabalho Diagnóstico da Base Industrial da Defesa (BID), no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.
O evento, organizado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e o Ministério da Defesa (MD) reuniu representantes dos setores da indústria, Forças Armadas e Ciência e Tecnologia. A realização da oficina teve o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
Participaram também da abertura o ministro da Defesa, Nelson Jobim; o presidente da ABDI, Reginaldo Arcuri; e o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), Carlos Frederico de Aguiar.
Em sua apresentação, Rezende destacou alguns projetos que tiveram a parceria entre MCT e MD, como o desenvolvimento do Navio Polar Almirante Maximiano. “Esse navio é operado pela Marinha, mas o MCT aportou recursos que possibilitaram sua aquisição e instalações para pesquisa”, disse.
De 2003 a 2009, quase R$ 1,5 bilhão dos recursos do MCT foram aplicados em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento na área da Defesa. Outro projeto importante é o A-Darter, um míssil inteligente desenvolvido pela Força Aérea Brasileira (FAB), governo da África do Sul e empresas brasileiras.
O ministro também ressaltou a interação das duas pastas na área nuclear. De acordo com Rezende, a Marinha e a FAB dominam industrialmente o ciclo do combustível nuclear, mas são estudadas junto com o MCT ações para implementar ainda mais o setor.
Rezende salientou ainda a grande procura por bolsas de estudo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) na área de Defesa. “Em termos de apoio a pesquisa, quero chamar atenção que de 123 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, 35 têm ações relacionadas à Defesa e a segurança nacional”.
A Oficina de Trabalho marca o início de um estudo da indústria de defesa, que tem como objetivo uma visão real e sistêmica da competitividade nacional. Os participantes debateram ainda aspectos geopolíticos, regulatórios, econômicos e de inovação.
Para Aguiar, presidente da Abimde, a indústria de defesa brasileira está conquistando seu lugar no cenário do desenvolvimento e do comércio exterior. “A indústria de defesa está tomando um lugar especial. Temos mais de 300 empresas filiadas à Abimde. Cada vez mais estamos nos projetando para a exportação, chegando a ocupar a oitava colocação no mundo”.