Divulgação/MCT - Pesquisadores na 1ª Expedição Brasileira ao Interior da Antártica, em novembro de 2009.
Pesquisadores do Centro Polar e Climático da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) preparam a segunda expedição em direção ao interior da Antártica. Ao todo, 15 pesquisadores instalarão uma central de monitoramento (posto avançado) a 500 quilômetros do Pólo Sul Geográfico e a 2,5 mil quilômetros da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). A viagem marcada para o início de novembro de 2011e deve durar cerca de dois meses.
Um dos integrantes da expedição, o glaciólogo Jefferson Simões, professor da UFRGS, que liderou a primeira expedição e também será líder da segunda missão, diz que a intenção do projeto é monitorar as influências dos poluentes da América do Sul na Antártica. “Vamos colocar um container no local, equipado com estações meteorológicas automatizadas, além de vários detectores de composição química da atmosfera. Pretendemos monitorar a composição do ar no continente gelado. Mais precisamente, a proposta é identificar se há sinais de poluentes e queimadas da América do Sul lá”, explicou.
Simões disse que as duas equipes, responsáveis pela missão, já estão em treinamento e preparando todo o material necessário na expedição. Para o glaciólogo, esta segunda expedição é uma mostra que o Brasil está avançando nas pesquisas na Antártica. “Graças ao esforço do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do próprio Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) conseguimos uma nova chance de avançarmos com as pesquisas”, disse.
Simões diz ainda que a viagem também é resultado dos esforços de várias instituições na criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera. De acordo com ele, uma viagens desse porte não custa menos de R$ 500 mil.