C A-    A+ A    A    A
   buscar    busca avançada Mapa do site Fale Conosco  
   

imagem
Coleção científica do Museu Goeldi completa 25 anos
Clique para ver todas as fotos de Coleção científica do Museu Goeldi completa 25 anos
Divulgação/MPEG - Exemplar da Coleção sendo manuseado por alunos e professor.
27/08/2010 - 13:49

Três mil peças. Dez mil pessoas beneficiadas e 25 anos de existência. A Coleção Didática Emilia Snethlage do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), em Belém (PA), é uma iniciativa consolidada e que apresentou muitos resultados positivos ao longo do seu desenvolvimento, auxiliando o trabalho dos professores nas salas de aula e aproximando a ciência das pessoas. A Coleção é formada por peças que representam as áreas de pesquisa do Museu Goeldi, tais como Zoologia, Botânica, Antropologia e Geociências, todas vinculadas ao ambiente amazônico.

“Queremos despertar nos alunos a curiosidade e o interesse pelas ciências, por meio da observação e manuseio de peças do acervo em atividades educativas, visando tornar mais agradável o ensino de ciências”, explica a sua idealizadora, Filomena Secco. Dentre as peças, se destacam animais vertebrados e invertebrados, peles de mamíferos, penas e ninhos de aves, exsicatas, amostra de madeiras e sementes, artefatos indígenas como arcos, flechas e colares, peças de cerâmica, rochas, minerais e fósseis, dentre muitos outros.

Usos e público

E é por conta dessa diversidade de peças que a coleção tem muitos usos e muitos públicos. Grande parte do seu acervo é utilizado em aulas, cursos, palestras e oficinas dentro e fora do Museu, além de algumas peças serem levadas para exposições e peças teatrais. Além desses usos, as peças são requisitadas pela Policia Militar do Pará – Batalhão de Policia Ambiental, Guarda Municipal de Ananindeua – Unidade de Policiamento Ambiental e o Exército brasileiro que, segundo a idealizadora, procura a coleção para fazer demonstrações com animais peçonhentos.

“A procura é muito grande”, diz Filomena, bióloga e também coordenadora e curadora da coleção. “Principalmente pelas peças de zoologia, que são as que as crianças e os jovens mais gostam. Já o público da terceira idade prefere as plantas, porque se identifica mais”, ressalta ela, lembrando que a coleção também participa das atividades do Clube do Pesquisador Mirim, do Serviço de Educação do Goeldi, e do Projeto Potencialização e Valorização do Saber do Idoso: uma proposta socioeducativa para a terceira idade, que é realizado em parceria com a prefeitura de Belém.

Além disso, Filomena diz que são várias as solicitações de escolas e instituições de outros municípios paraenses, como São Miguel do Guamá, Igarapé-Açu, Barcarena, Bragança, Igarapé-Miri, e as cidades mais próximas como Castanhal, Marituba e Ananideua. “Sabia que a coleção tinha potencial e esperava que ela fosse crescer e ganhar força, mas não nessas proporções”, conta Filomena.

Ideia e criação

Com pouco espaço e qualidade de armazenamento do material, a então estagiária do Departamento de Zoologia do Museu Goeldi, Filomena Secco, montou a Coleção Didática, em 1985, com o apoio do taxidermista Manoel Santa-Brígida. A ideia surgiu a partir da experiência didática de Filomena, com professores e alunos das escolas de Belém que faziam visitas orientadas ao Parque Zoobotânico da instituição.

“Notava que os alunos tinham interesse em conhecer os animais, as plantas e os demais itens da coleção científica do Museu, mas essa coleção não é disponível ao público em geral por ser de uso de pesquisadores e estudantes de nível superior. Então, isso motivou ainda mais a ideia de se criar uma coleção voltada aos professores e alunos do ensino fundamental e médio”, relata Filomena.

Assim, ela começou o trabalho, contando com cerca de 300 amostras de material botânico, coletadas no próprio Parque e adquiridas no mercado do Ver-o-Peso, e animais, conseguidos a partir da taxidermização de espécimes do Parque Zoobotânico do Goeldi e de doação do Departamento de Zoologia. “Eu tinha só um armário, no qual colocava vários vidrinhos com animais em meio líquido, em meio seco, como também as plantas, e a medida que os alunos iam chegando, ia dando mais explicações sobre a fauna e a flora da região”, lembra Filomena.

Potencial alcançado

Com o tempo e a melhor estruturação da Divisão de Educação e Extensão Cultural do Goeldi, a Coleção Didática foi melhor acondicionada e incentivada a crescer. Em 1988, foi aprovado pela fundação Ford o Projeto Educação em Ciências, sendo um dos sub-projetos a Coleção, hoje a Coleção Didática Emília Snethlage.

Com isso, o acervo cresceu significativamente e foi melhor acondicionado. Mesmo assim, a vida útil das peças nem sempre é total, devido à grande utilização do acervo, o que, às vezes, necessita de reposição, além dos pequenos danos que são inevitáveis, segundo a idealizadora, que ainda destaca que “a demanda é bem maior que a oferta”.

Hoje, a coleção tem cerca de 10 mil pessoas beneficiadas dentre todos os seus públicos, cada um com sua especificidade, que podem manusear e emprestar as peças do acervo para melhor conhecer os componentes da região amazônica. “E temos que ver essas diferenças e atender a todos”, acrescenta Filomena. E é visando esse público diverso e suas várias demandas que a coleção completa 25 anos e se prepara para o futuro.

Esplanada dos Ministérios, Bloco E,
CEP: 70067-900, Brasília, DF Telefone: (61) 2033-7500
Copyright © 2012
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação