O Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020 terá novidades em relação ao projeto dos anos anteriores. A primeira delas é a integração ao Programa Nacional de Educação do Ministério da Educação (PNE/MEC), que na edição 2001-2010 não contemplou a pós-graduação.
De acordo com o diretor de Programas e Bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Emídio de Oliveira Filho, o PNPG será mais estratégico e mais amplo. “Pela primeira vez desde que foi instituído o programa ficará em vigor por dez anos. Temos um desafio maior para deixar tudo bem costurado”, disse.
Apesar de haver mudanças, Emídio garante que as experiências que deram certo continuaram no plano. Uma delas é o programa Bolsa para Todos que concede bolsas de mestrado e doutorado para alunos da região Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Programas como esses estimulam que os pesquisadores continuem nos estados deles para estudar temas característicos da região”, contou.
O novo Plano Nacional de Pós-Graduação está diretamente ligado ao Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Um dos objetivos comuns nos dois programas é a ampliação do número de artigos científicos divulgados.
A pós-graduação foi tema de uma mesa-redonda na 62ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O encontro acontece na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal.