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Internacionalização da ciência brasileira ainda é limitada
27/07/2010 - 14:43

O Brasil tem um dos mais robustos programas de pós-graduação do mundo, com mais de 2.700 programas e cerca de 50 mil alunos. No entanto, a Cooperação Internacional no âmbito da Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) ainda tem crescido modestamente, e, em alguns casos, até decrescido.

A constatação é do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, que apresentou a Conferência Diálogo com dois mundos: a Internacionalização do CNPq, nesta terça-feira (27), na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal (RN).  

Para Aragão, o impacto das citações de artigos brasileiros em nível internacional vem decaindo nos últimos anos, embora os países desenvolvidos e em processo de desenvolvimento vejam no Brasil um importante exemplo de Inovação. Para ele, mudar o quadro só é possível por meio da interação com um número cada vez maior de países, considerando-se toda a competência técnica brasileira. 

“Essas preocupações são procedentes. Isso requer aporte de recursos e, nestes termos, estamos deliciados com a interação Brasil-Alemanha, inclusive na Reunião da SBPC, onde há um stand com 24 pessoas, numa demonstração do vigor de cooperação internacional completamente eficiente”, exemplifica Aragão.  

Além disso, o presidente do CNPq sugere o aperfeiçoamento dos programas de bolsas de pesquisa no exterior, o financiamento de projetos conjuntos, bem como, a expansão da capacitação em C&T nos países em desenvolvimento.

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