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Novas demandas da sociedade desafiam universidades brasileiras
28/05/2010 - 15:59

Podemos sonhar com o Prêmio Nobel Brasileiro? A provocação do professor de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luiz Bevilacqua, fez parte das reflexões sobre o papel, o atual cenário e sobre a atuação das instituições de ensino superior no Brasil. Um dos assuntos em debate hoje (28), último dia da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ªCNCTI), em Brasília.

Para Bevilácqua a velocidade dos acontecimentos gerou um choque cultural. “O passado está querendo avançar para o futuro. As universidades são muito tradicionais e os alunos correm o risco de encontrar novas realidades. Precisamos de novas soluções”, desafiou o relator da sessão paralela A Universidade Brasileira, a Pós-Graduação e a Pesquisa.

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Carlos Alberto Aragão, questionou a dinâmica de acesso e funcionamento do ensino superior no Brasil. “O jovem é obrigado a optar por uma carreira sem ter informações e maturidade. Precisamos de estruturas mais flexíveis que permitam migrar de uma área para a outra. Acabar com os departamentos, buscar a integração entre as universidades e com pesquisadores do mundo todo, reduzir o tempo em sala de aula”, recomendou.

O coordenador do debate, Jorge Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação, destacou os “avanços extraordinários alcançados na pós-graduação” apesar da recente trajetória universitária no País de apenas 50 anos. “Temos mais de 80 mil jovens sendo iniciados na ciência e um portal de periódicos para subsidiar a ciência”, informou.

Guimarães apontou entre os problemas a serem superados, a necessidade de uma base mais sólida a partir do ensino básico e a formação de novos doutores. “Para formar novos pesquisadores é preciso consolidar os cursos de pós-graduação”, ressaltou, citando áreas com número insuficiente de doutores para atender essa necessidade, como a engenharia agrícola, urbana e astronomia.

A presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduados (ANPG), Elisangela Lizardo, defendeu a importância da valorização do pesquisador, melhores condições de trabalho e acesso a direitos, além de financiamento institucionalizado, entre outras questões, como o alinhamento às demandas sociais. “É necessário sim fazer defesa de mais ciência, tecnologia e desenvolvimento, mas isso precisa estar voltado para superar as mazelas e desigualdades do nosso povo”, finalizou.

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