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Desafios da educação serão debatidos na 4ª CNCTI
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Ricardo Lemos/MCT - Secretário executivo do MCT, Luiz Elias, (D) abre a última reunião preparatória ao lado de Jorge Guimarães (Capes) e Luiz Davidovich.
13/04/2010 - 15:08

A construção de um ensino básico de qualidade, a recuperação da escola pública e a expansão do ensino superior público são alguns dos desafios a serem debatidos na 4º Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia (4ª CNCTI), que se realiza de 26 a 28 de maio, em Brasília.

Nesta terça-feira (13), representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), organizador da Conferência; do Ministério da Educação (MEC); da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); e de universidades participaram do último seminário preparatório para a CNCTI. A sexta plenária foi realizada na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), em Brasília. 

A situação da educação básica é a maior preocupação dos participantes. O secretário geral da 4ª CNCTI, Luiz Davidovich, disse que o Brasil tem 20 anos para melhorar esse ensino. De acordo com ele, um dos motivos dos baixos índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é a ausência do ensino de qualidade à população mais carente. Na sua opinião, mudando essa realidade seria possível alcançar “ciência e tecnologia competitivas a nível internacional”.

Em sua apresentação, o diretor do Museu da Amazônia (Musa), Ennio Candotti, disse que a educação brasileira ainda enfrenta desafios políticos, sócio-ambientais, culturais e financeiros. Para ele, maiores investimentos no setor resolveriam os problemas da violência e da desigualdade social. Candotti defende uma melhor política econômica que proporcione menos concentração de renda e oportunidades desiguais. “Queria ver o Congresso Nacional discutir a criação de um fundo para a educação com lucros de bancos”, disse.

Candotti defendeu ainda a criação das Oficinas de Ciência, Cultura e Artes (Occas). São centros de educação continuada e popularização da ciência, das artes, da cultura e da educação. As Occas oferecem espaços equipados, instrumentos de laboratório, videotecas, bibliotecas, apoio técnico especializado para o ensino e para mostras, eventos culturais, olimpíadas de ciências, computação e matemática.

Esses crentos de educação auxiliariam a educação em tempo integral, outro assunto debatido no seminário. Para o professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerias (UFMG), Luciano Mendes de Faria Filho, é necessária a expansão da educação infantil e o tempo de permanência da criança na escola. Normalmente, as escolas adotam o regime de quatro horas diárias de aulas.

Segundo ele, com o progresso da ciência, hoje são necessárias, no mínimo, oito horas de atividades, incluindo as aulas extraclasses de desenvolvimento da arte, da cultura e das atividades físicas.

 

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