Crédito: Marcos Salles - Secretário Luiz Elias fala na abertura da Conferência Regional Sudeste
A necessidade de introduzir fortemente a visão de desenvolvimento científico e tecnológico na formação educacional da população é um dos focos de defesa da Região Sudeste na 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI), marcada para maio próximo
em Brasília. Essa foi a tônica das apresentações no primeiro dia de trabalho da Conferência da Região Sudeste, aberta hoje (30), em Vitória (ES).
O secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Rodrigues Elias, disse na abertura do encontro que o País realmente já tem uma grande visibilidade internacional em termos científicos, mas precisa se firmar ainda mais e só com educação de qualidade conseguirá galgar esse patamar. Ele destacou também que o Brasil não pode manter o seu desenvolvimento atrelado à exploração dos seus recursos naturais. “É preciso avançar na direção dos manufaturados e das exportações com valor agregado”, observou.
Para o secretário de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, Paulo Folleto, fazer ciência no Brasil é um ato novo, mas já conhecido e respeitado pelos outros países, “portanto, é preciso que isso seja levado ao conhecimento das pessoas para que tenham cada vez mais um contingente interessado em contribuir para o seu fortalecimento”. Na sua opinião, essa busca pelo fortalecimento do conhecimento científico deve ser feito desde o início da formação dos estudantes.
No período da tarde, os grupos de discussão debatem os temas: Consolidação do arcabouço legal e interação com órgãos de controle aplicado a Ciência e Tecnologia; Energia; Tecnologia da Informação e Comunicação; Biotecnologia; Inovação na produção de alimentos, fibras e energia como fator de desenvolvimento – Alinhamento estratégico dos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs).
As propostas coletadas serão reunidas num documento a ser encaminhado para debate na 4ªConferência Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação, em Brasília.