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Cientistas analisam resultados de pesquisas com algas marinhas
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Ricardo Lemos/MCT - A coordenadora de Mar e Antártica do MCT, Maria Cordélia, em palestra na reunião do Biomar
25/02/2010 - 08:10

Pesquisadores e representantes de diversos órgãos do Governo Federal se reúnem, em Brasília, para discutir os avanços das pesquisas na área da biodiversidade marinha. O encontro, que começou ontem (24), é coordenado pelos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Saúde (MS), além da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm/Biomar) também avalia os resultados do Edital MCT/CNPq/MS-SCTIE-Decit/CT-Saúde.

O incentivo no valor de R$ 3 milhões foi lançado em 2006 com o objetivo de apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento de fármacos e insumos farmacêuticos diversificados, a partir de algas marinhas, que apresentem potencial inovativo com vistas a sua aplicação em terapia.

A coordenadora Geral de Políticas para Mar e Antártica da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped), do MCT, Maria Cordélia Machado, explicou que a publicação do edital se deu a pedido da comunidade científica que trabalha com algas marinhas e que, na época, estavam com o interesse de buscar o potencial biotecnológico dessas plantas. “Em 2006, conseguimos uma parceira com o Ministério da Saúde para lançar o primeiro edital dedicado a biotecnologia marinha”, disse.

Cordélia acrescentou ainda que hoje os profissionais envolvidos nos projetos de pesquisa das algas marinhas, pertencentes às diversas instituições de pesquisa, estão reunidos com o intuito de mostrar os resultados alcançados até agora. “Nossas algas marinhas têm conhecimento e riqueza, como, por exemplo, patentes. O seminário que estamos realizando, além de avaliar os resultados, pretende também servir de oportunidade para construirmos novas perspectivas. Queremos saber quais são suas (cientistas) carências hoje para tentarmos saná-las”, enfatizou.

Pesquisas

O pesquisador do departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marco Martins Teixeira, destacou a possibilidade de se criar novas interações entre as universidades, nos estudos das algas marinhas, como o ponto principal do edital. “A produção de um fármaco hoje custa em média R$ 1 bilhão. Portanto, um edital de R$ 3 milhões não nos dará a possibilidade de chegar a conclusões tão avançadas. Mas, por outro lado, desperta na comunidade acadêmica o interesse por esse tipo de pesquisa”, salientou.

Texeira citou como exemplo de resultado de suas pesquisas a eficácia de determinada alga marinha no tratamento da artrite e contra a rejeição de alguns transplantes. “Identificamos o extrato bruto, queremos saber qual molécula atua nessa função citada de tratar a artrite, por exemplo”, exemplificou.

Áreas de atuação

As áreas de pesquisa são: alvos moleculares e vias regulatórias em doenças de importância nacional; desenvolvimento e uso de novas bibliotecas, biologia estrutural, proteômica e modelagem molecular computacional no desenvolvimento de fármacos; isolamento e caracterização química de princípios ativos com potencial terapêutico; desenvolvimento e uso de fármacos; sistemas inovadores de triagem (screening), incluindo aspectos de engenharia tecidual; e desenvolvimento e uso de modelos pré-clínicos para o teste do racional da triagem (screening) de produtos naturais.

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