Uma parceria entre o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN), e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) pode garantir melhor desempenho nos lançamentos de foguetes. O receptor de GPS, projetado pelo professor Francisco Mota, do departamento de Engenharia da Computação e Automação da UFRN, substitui as plataformas inerciais, que têm a função de informar a posição e a velocidade dos foguetes.
Patrocinado em 2004 pelo programa Uniespaço, da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT), o GPS – específico para artefatos espaciais – leva vantagem pelo baixo custo e pela alta precisão. “ Seu uso é uma tendência mundial e, por restrições de outros países, não tínhamos acesso à essa tecnologia”, comenta Mota. O GPS da UFRN custa apenas 10% do valor de um equipamento, caso fosse comprado no exterior.
O professor estuda a possibilidade de incorporar o novo sistema nos futuros lançamentos dos foguetes de treinamento – o segundo lançamento ocorreu na quarta-feira (21), às 17h, no CLBI. “Os FTBs são mais frequentes, com condições mais dinâmicas e severas. O GPS seria um componente perfeito”, diz Mota.
O primeiro protótipo do GPS foi embarcado, em dezembro de 2007, no VS-30 na operação Angicos. Além da possibilidade do dispositivo ser utilizado nos FTBs, o equipamento, com software nacional, deve ser embarcado no lançamento do VSB-30.