Luiz Prado/Luz - Secretário executivo, Luis Elias, fala no encontro realizado no IPT, em São Paulo.
O empresário Pedro Passos, presidente da Natura, apresentou, na quarta-feira (21), aos representantes do governo Federal e da comunidade científica as expectativas do setor empresarial para a 4ª Conferencia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que se realiza em maio de 2010, em Brasília (DF).
O encontro ocorreu no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT),
em São Paulo , e faz parte de uma série de reuniões preparatórias para o evento.
Na ocasião, Passos disse que a fórmula para o crescimento do País passa pela inovação e pela disposição de crédito. “O Brasil precisa de investimento de 2% a 3% do Produto Interno Bruto para dar esse salto. Hoje, só é aplicado 1,3%”, comentou.
Ele salientou, porém, que o governo já esta mudando este cenário com a criação dos fundos setoriais, com as leis de Inovação e do Bem, criadas nos últimos três anos. “Acredito, no entanto, que devemos elevar a capacidade de inovação das empresas, aumentar o nível de exportação de produtos de tecnologia, melhorar a estrutura produtiva e criar uma política empresarial”.
A iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), promotor da 4ª CNCTI, foi de reunir no IPT grandes empresários para discutir sobre a questão de C, T&I no País. Para o secretário executivo do MCT, Luiz Elias, esse espaço foi criado para ampliar o debate sobre o tema e poder pautar as discussões da 4ª CNCTI.
O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Ronaldo Mota, apresentou o atual cenário da C,T&I no País. “O Brasil cresceu, em 2008, oito posições no ranking mundial de competitividade”, informou Mota.
O secretário-geral da 4ª CNCTI destacou os principais desafios da conferência. Para Carlos Aragão entre eles estão às estratégias para alcançar a estabilidade necessária às ações de C, T&I; a afirmação da ciência, tecnologia e inovação como indutores do desenvolvimento sustentável; os elementos para o novo Plano Nacional de C,T&I (2010-2013) e a divulgação do tema para o grande publico.
“Precisamos mobilizar todos os atores, governos, empresas, sociedade cientifica, políticos e o terceiro setor para termos êxito em uma política de C,T&I mais efetiva”, concluiu Aragão.
O evento teve ainda com a palestra do presidente do IPT, João Fernando Gomes de Oliveira, que destacou a cooperação entre empresa e universidade.