Crédito: Ascom do MCT - Ministro Sergio Rezende participa de painel sobre Mudanças Climáticas
Os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, participaram ontem (25), no Centro de Convenções do Word Trade Center,
em São Paulo , do seminário “Mudanças Climáticas - Oportunidades para uma economia de baixo carbono”. No painel sobre “Papel do Governo no Combate às Mudanças Climáticas, em que participaram o representante do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Luis Figueiredo, e o presidente da empresa Vale, Roger Agnelli, o ministro Sergio Rezende ressaltou a importância do debate para a sociedade e saudou o envolvimento das empresas nacionais na agenda ambiental.
Em resposta à coordenadora do painel, jornalista Daniela Chiaretti, Sergio Rezende informou que o documento conhecido como “Inventário da Emissão de Carbono” está sendo processado e esclareceu tratar-se de informações bastante qualificadas, cujo relatório será concluído nos próximos meses.
Outro esclarecimento feito por Sergio Rezende foi sobre o funcionamento do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, tratado pelos que atuam com o tema como MDL. “A tramitação dos projetos apresentados à Comissão Interministerial, no âmbito do MDL, tem prazos curtos e pouca burocracia, visto que ela tem um calendário de reuniões de trabalho”. Além do mais, explicou, “a certificação de crédito de carbono observa os procedimentos do Tratado de Kioto e da Organização da Nações Unidas, portanto, as condições são as mesmas que de países como a China e a Índia”. O que precisa aumentar, frisou o ministro, é o número de projetos apresentados.
No final do encontro, que contou com a presença de cerca de 300 participantes, entre empresários e dirigentes de Organizações Não Governamentais, o empresário e presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, leu um manifesto, assinado pelas maiores empresas do País. No documento, intitulado “Carta aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas’, os empresários expressam a preocupação do setor com um aumento de temperatura acima de dois graus centígrados.
Segundo o documento, “no Brasil, um aumento desta magnitude traria reflexos graves sobre a produção agrícola, a integridade das florestas, da biodiversidade, a segurança das zonas costeiras e a disponibilidade hídrica e energética. Implicaria, portanto, em retrocesso no combate à pobreza e na qualidade de vida da sociedade”. Além de compromissos, publicamente assumidos pelas empresas signatárias, o documento apresenta ao governo brasileiro uma série de propostas a serem levadas pelo País à Conferência de Mudanças Climáticas que a acontece em Copenhague, na Dinamarca, no final deste ano.