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Ciência nacional perde o pesquisador Ernesto Paterniani
19/06/2009 - 08:10

A ciência brasileira perdeu ontem (18) o pesquisador Ernesto Paterniani, considerado um mestre no campo da genética. Paterniani se confunde com a história da genética do País, com a história da genética do milho brasileiro. Integrante da maior escola nacional de genética vegetal a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba (SP), ele escreveu na história da ciência brasileira, em mais de meio século, os fundamentos que conduziram a agricultura nacional ao crescente sucesso que ela experimenta hoje.

Entre muitos outros cientistas suas maiores virtudes são sua probidade, retidão de caráter e seu exemplo de homem público.

O secretário de Política e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Barreto de Castro, está entre aqueles consternados com a morte de Paterniani. Barreto conheceu o cientista no final dos anos 70 quando retornava de um período de estudos na Califórnia, nos Estados Unidos.

“Na época, um amigo comum, também já falecido, Maury Miranda, fez uma aposta com o Ernesto que eu faria um feijão rico em metionina em cinco anos. Quem perdesse pagaria um jantar para o outro”. A tarefa, como revela Barreto, era muito mais difícil do que Maury Miranda pensava.

O secretário conta que perdeu a aposta, mas que Paterniani, “do alto da sua magnanimidade” compreendeu que se chegar a um resultado positivo era apenas questão de tempo e se recusou em receber a aposta. Com efeito, Barreto diz que só agora quando aprendemos o bastante para fazer engenharia genética de leguminosas no Centro Nacional de Biotecnologia e Recursos Genéticos (Cenargen) e o pesquisador Diógenes Santiago Santo sintetizou a albumina da castanha, rica em metionina, eliminando domínios que respondem possivelmente pela alergenicidade da proteína, estamos chegando mais perto.

O secretário do MCT diz que “na verdade, naquela época, ele temia que não tivéssemos com o advento de engenharia genética, recursos suficientes para o melhoramento genético”. Ele conta também que “depois Paterniani se tornou um dos maiores defensores da engenharia genética, embora não tivesse diretamente trabalhado nesta área”. 

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