Termina hoje (3), em Recife (PE), a 4ª Reunião da Rede Nacional de Inventário das Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Setor de Resíduos Sólidos Urbanos. O principal objetivo do encontro é a preparação do 2º Inventário Nacional de Emissões Antrópicas de GEE. Durante o evento, será lançada a Rede Nordeste de Inventário de Emissão de GEE.
Os técnicos também discutem a metodologia empregada na elaboração dos Inventários Estaduais, com distribuição de material necessário para adesão e participação de todos os Estados que compõe a região Nordeste.
Hoje (3), os participantes conhecerão a experiência do Projeto Piloto para Recuperação Energética do Biogás no Aterro da Muribeca (Jaboatão/PE), de aproveitamento energético do biogás, e em seguida visitarão a célula experimental da Companhia Energética do São Francisco (Chesf), que utiliza biogás para geração de energia elétrica.
Rede
A Rede Nacional de Inventário de Emissões de GEE no setor de resíduos sólidos urbanos, efluentes industriais e esgotos domésticos foi criada a partir de convênio firmado entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), do estado de São Paulo.
Os objetivos da Rede são elaborar uma estimativa preliminar das emissões nacionais de GEE do setor tratamento de resíduos e revisar a estimativa preliminar das emissões de GEE do setor tratamento de resíduos, incorporando contribuições locais. Em seguida, a Rede elabora e publica o Relatório de Referência do Setor de Tratamento de Resíduos, que servirá de base para a preparação do Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa, no período de 1990 a 2005.
A Rede Nacional quer incluir informações e parâmetros mais precisos e acurados sobre o tratamento e destinação final de resíduos e conseqüentes emissões de GEE’s nas regiões do Brasil. Este fato vem sendo impulsionado pela obtenção de Certificados de Emissões Reduzidas de GEE’s por meio de Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), viabilizando a implantação e operação de aterros sanitários e pela recuperação de áreas degradadas pela disposição inadequada dos resíduos.
A intenção da Rede é contribuir para a melhoria da sustentabilidade econômica e sócio-ambiental dos municípios. O encontro é realizado pelo MCT, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e seu Grupo de Resíduos Sólidos (GRS) e governo de São Paulo.
Mudanças do clima
Como signatário da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, o Brasil apresentou, em 2004, seu primeiro Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) Não Controlados pelo Protocolo de Montreal. Na ocasião, foram abordadas as emissões dos principais GEE (CO2, CH4, N2O, HFCs, PFCs, SF6) e estimadas as emissões dos chamados GEE indireto, como os óxidos de nitrogênio (NOx), o monóxido de carbono (CO²) e compostos orgânicos voláteis não metânicos (NMVOCs).
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC) é um tratado internacional que foi resultado da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Cnumad), informalmente conhecida como a Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro em 1992.
Este tratado foi firmado por quase todos os países e tem como objetivo a estabilização da concentração de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera em níveis que evitem a interferência perigosa com o sistema climático.