C A-    A+ A    A    A
   buscar    busca avançada Mapa do site Fale Conosco  
   

imagem
Feira mostra as riquezas da natureza amazônica
14/11/2008 - 16:45

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT) promove neste domingo (16) no Parque Zoobotânico uma feira sobre a biodiversidade da região Amazônica. Em cerca de 30 stands, os visitantes conhecerão exemplos do fantástico catálogo amazônico. Mais de 140 pesquisadores, técnicos e bolsistas do Museu Goeldi demonstram como e porque estudam a natureza com o objetivo de conhecer e conservar uma das maiores riquezas do planeta Terra.

A realização é da 4ª edição do Prêmio Márcio Ayres para Jovens Naturalistas, concurso que provoca alunos do ensino fundamental e médio a pesquisar os ecossistemas, a fauna e flora amazônicas. A promoção é do Museu Goeldi e da Ong Conservação Internacional.

Com o nome de Pororoca da Biodiversidade, o evento é uma das estratégias de mobilização do Prêmio Márcio Ayres e promove a participação intensa de taxonomistas do Museu Goeldi e seus auxiliares – os responsáveis pela constituição das coleções científicas botânicas e zoológicas. As coleções preservam informações fundamentais sobre as espécies da fauna e flora, sua diversidade e distribuição geográfica, por exemplo.

Dados que permitem a produção de estudos diversos, que podem auxiliar a formulação de políticas públicas de conservação ambiental, como a Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção do Pará, um exemplo recente. Ou apoiar documentos que ajudam a resolver conflitos territoriais, como a disputa pelo atual estado do Amapá que envolveu Brasil e França e que teve a participação decisiva de Emílio Goeldi, um exemplo histórico.

Coleções são resultado direto do esforço de conhecer e inventariar a natureza. Com os exemplares coletados de plantas e animais, e utilizando informações de diferentes disciplinas biológicas, os taxonomistas se dedicam a classificá-los em grupos, que são estruturados segundo afinidades evidentes, procurando organizar esquemas que permitam conhecer a origem e a formação de espécies, gêneros, famílias, ordens, classes, filo e reinos (as categorias taxonômicas). Ao evidenciar as diferenças e as relações de parentesco das espécies atuais, estes especialistas nos ajudam a conhecer como os seres vivos evoluem e também a estabelecer hipóteses sobre como estes organismos poderão responder a possíveis mudanças ambientais.

Atrações

Quem percorrer os stands da Pororoca conhecerá a diversidade do maior grupo do reino animal – a classe dos insetos; com mais riqueza de detalhes sobre gafanhotos (animais consumidores vorazes de folhas e que podem ser pragas para plantações ou fontes de proteínas para muitos povos) e vespas (ou cabas, como são popularmente conhecidos estes insetos, importantes para o controle biológico de pragas).

Em outras barracas, os destaques são representantes dos grupos mais carismáticos da natureza, as aves e os mamíferos. O Brasil é o segundo País mais rico em aves do mundo e a Amazônia brasileira concentra um grande número dessa diversidade. Os mamíferos, classe ao qual nos seres humanos também pertencemos, são considerados os mais evoluídos do reino animal e apresentam uma diversidade de espécies relativamente pequena (mais de 5 mil espécies), se comparada a grupos como peixes (35 mil), moluscos (100 mil) e insetos (10 milhões). Todavia, quando analisamos aspectos como variação do tamanho corporal, locomoção, habitats e estratégias alimentar, não existe outro grupo igual. O Brasil tem a maior riqueza de mamíferos da região neotropical (650 espécies distribuídas em 12 ordens) e a Amazônia registra mais de 300 destas espécies.

Eles povoam nossos lagos, rios e mares e enriquecem a dieta das populações amazônicas, a diversidade de peixes é um dos tópicos dos stands. Os especialistas estimam que existam mais de 1300 espécies povoando a bacia amazônica, número que cresce na medida em que as pesquisas avançam. Para se ter uma idéia da disparidade dos números no tópico diversidade de peixes cita-se que já foram registradas 450 espécies que ocorrem no Rio Negro, mas para toda a Europa as espécies de água doce não passam de 200.

Esplanada dos Ministérios, Bloco E,
CEP: 70067-900, Brasília, DF Telefone: (61) 2033-7500
Copyright © 2012
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação