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Inpa ajuda a reintroduzir gavião-real na natureza
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Antes de voltar à natureza, a ave realizou vários testes de captura de presa a fim de simular o ambiente natural
10/11/2008 - 10:44

Depois de passar 11 meses em tratamento, um gavião-real (Harpia harpyja) será reintroduzido na natureza. A ave, que apresentava lesões nas garras, recebeu no sábado (8), um anel de identificação. A soltura será hoje (10) no município de Barreirinha. O ato faz parte da programação do 5º Amazonas Film Festival, organizado pela Secretaria de Cultura (SEC).

Na cerimônia, a atriz Myléne Jampanoï e o diretor francês Claude Lelouch, os novos padrinhos da ave, ajudarão a colocar a anilha de identificação. O evento também terá a presença do secretário de Cultura, Robério Braga, e representante do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O animal, uma fêmea sub-adulta (cerca de 4 anos), foi encontrado ferido em Barreirinha e resgatado por comunitários às margens do lago da comunidade Granja do Rio Andirá, em dezembro de 2007. A ave foi levada para Parintins, onde foi mantida no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama por 40 dias.

Após ser transferido para o Cetas de Manaus, onde recebeu atendimento, o gavião-real foi encaminhado para o Centro de Reabilitação do Inpa. No local, recebeu o tratamento do veterinário do Instituto, Anselmo D’Affonseca.

Segundo a pesquisadora e responsável pelo projeto gavião-real, Tânia Sanaiotti, hoje o animal está pesando mais de 8 quilos e pronto para ser solto. Ela explicou que além do peso, antes de voltar à natureza, o animal fez testes de captura de presa a fim de simular o ambiente natural.

De acordo com Helena Aguiar, especialista na dieta do gavião-real, na região de Parintins, 79% da alimentação da ave é composta de bichos-preguiças, além de macacos e até porco-espinho. Ela disse que vários bolsistas do projeto se alteraram na tarefa de alimentação da ave. O trabalho também contou com doações do Biotério do Instituto. "A cada semana, o animal carregava uma carga maior nas garras. Hoje, já transporta 1,8 kg sem dificuldades e está pronto para voltar a caçar na natureza", salientou.

Projeto Gavião-real

A equipe do projeto é responsável por estudar as espécies na natureza (comportamento, alimentação, etc), bem como verificar ou descobrir quantos ninhos existem por quilômetro quadrado. Os pesquisadores também fazem o trabalho de resgate de aves que sofrem lesões ou maus tratos. No Inpa, elas ficam sob supervisão de veterinários e especialistas para ajudar na recuperação do animal e, conseqüentemente, possibilitar a devolução à natureza.

Além da parte técnica, o projeto coordena atividades de educação ambiental nas escolas e comunidades onde os animais são soltos. O objetivo é permitir que as crianças possam conhecer mais sobre a ave e a não ter medo, que é um dos problemas que leva à morte da espécie. Assim como em outros casos de devolução à natureza, será realizado um concurso nas escolas do município para eleger um nome indígena para a ave.

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