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Satélites auxiliam no conhecimento do território brasileiro
17/04/2005 - 09:00

O desenvolvimento do primeiro Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-1), lançado em 1999, e do segundo, CBERS-2, em 2003, permitiu conhecer, com autonomia, características do território nacional e formular políticas públicas para o País. Esse é um dos assuntos em foco no Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, que será aberto oficialmente hoje (17), em Goiânia (GO), e que prossegue até quinta-feira (21).

A questão da Amazônia é ilustrativa nesse sentido, pois somente por meio de recursos orbitais é possível quantificar tanto econômica quanto rápida e sistematicamente o desmatamento da floresta. Outra aplicação prioritária está ligada à parte agrícola, no acompanhamento das lavouras, previsão de safras e monitoramento do uso da água na irrigação.

Uma vez que as necessidades brasileiras para o uso de satélites são bastante próprias, a configuração dos artefatos espaciais se torna "personalizada", o que se traduz na definição da órbita do satélite e nos equipamentos que comporão sua carga útil.

Foi assim que se chegou à idéia da Câmera de Largo Campo de Visada (WFI) para o CBERS. Em razão do território nacional ser muito extenso, os pesquisadores idealizaram uma câmara que fosse proporcional às dimensões do País, com a propriedade de cobrir uma faixa de cerca de 890 km, dando a oportunidade de varrer uma grande extensão territorial com um pequeno número de imagens, em primeira aproximação.

O CBERS incorporou, além da WFI, uma Câmera Imageadora de Alta Resolução (CCD) para imagens de 113km de largura. Enquanto as imagens da WFI são utilizadas para o monitoramento ambiental de grandes áreas e desastres naturais, as da CCD prestam-se ao mapeamento mais detalhado das lavouras, da vegetação e do uso do solo, por exemplo.

O recebimento de imagens de satélite no País remonta a 1973, quando o Brasil se tornou o terceiro país a instalar uma antena de recepção do satélite norte-americano Landsat (ERTS-1), primeiro artefato de sensoriamento remoto operacional. A partir de então, iniciaram-se os esforços com secretarias estaduais de ciência e universidades, especialmente com os departamentos de geociências, a fim de criar uma rede de usuários que hoje se mostra crescente com a gratuidade de acesso aos produtos do CBERS.

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