O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Erney Camargo, recebeu nesta quarta-feira (9) pesquisadores de Fisioterapia e Terapia Ocupacional para discutir diretrizes de atuação da agência em prol do desenvolvimento das duas áreas. Segundo Armèle Dornelas de Andrade, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi solicitada a criação de um comitê de assessoramento específico para os dois setores, que hoje estão ligados ao Comitê Multidisciplinar de Saúde, e o lançamento de editais de ação induzida.
?É importante que as agências de fomento tenham um novo olhar sobre essas áreas para que o investimento seja compatível com o crescimento da demanda?, observou a professora. Segundo os participantes do encontro, entre eles professores das universidades federais de São Carlos (UFSCar) e de Minas Gerais (UFMG), o número de pesquisadores na Fisioterapia cresceu 120% entre 2002 e 2004 e a submissão de artigos em revistas científicas teve um aumento de 500%.
Esses números, segundo os professores, representam um importante desenvolvimento na excelência do quadro de recursos humanos, que precisam ser incentivados e qualificados.
Hoje, existem apenas quatro bolsistas de Produtividade em Pesquisa na área de Terapia Ocupacional e 26 em Fisioterapia. ?Os números não acompanham o progresso das áreas porque não há um incentivo maior. Por isso estamos aqui?, finalizou Armèle Andrade.
Erney Camargo disse aos pesquisadores que levará a questão à próxima reunião do Conselho Deliberativo do CNPq, no final do mês.
Incentivo à pós-graduação
Também estiveram presentes no CNPq, representantes da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) com o intuito de expor algumas propostas de atuação em prol dos alunos de pós-graduação. Recebidos pelo vice-presidente da agência, Manuel Domingos Neto, e pelos diretores Manoel Barral Netto e José Roberto Drugowich, os estudantes apresentaram as dificuldades enfrentadas pelos pós-graduandos, tanto no Brasil quanto no exterior, e sugestões que poderiam melhorar as condições de ensino e pesquisa.
O vice-presidente ressaltou que o CNPq, organismo de fomento à pesquisa vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), está de acordo com todas as reivindicações, mas lembrou que as modificações dependem de adequação orçamentária. Domingos Neto relatou a dedicação pessoal do presidente Erney Camargo para a aprovação das emendas parlamentares no final de 2004, e afirmou que o CNPq está sensibilizado com a causa dos estudantes. "Vamos deixar o canal aberto?, disse.