Com o regresso do Navio de Apoio Oceanográfico (NAPOc) "Ary Rongel" e dos pesquisadores que estão na Antártica, encerraram-se, em 20 de fevereiro, as atividades do verão 2004/2005 do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). O trabalho foi iniciado em novembro do ano passado, como parte da 23ª Operação Antártica, que se estende até outubro de 2005.
Em atividade há 20 anos, o PROANTAR, desenvolve, desde 2002, 11 projetos selecionados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Divididos em redes, tais projetos têm como objetivos estudar as alterações ambientais globais e sua conexão com a América do Sul (Rede 1), e monitorar o impacto ambiental local causado pela presença do homem na Antártica (Rede 2).
Atualmente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em parceria com 15 instituições nacionais e 16 internacionais, é responsável por seis projetos que integram a Rede 1. O verão é muito importante para esses estudos, pois é nesse período que se faz a manutenção dos equipamentos e se prepara a operação de inverno, quando são realizadas coletas contínuas de material.
Segundo a pesquisadora Neusa Paes Leme, representante do Programa Antártico (Inpe) e coordenadora da Rede 1, as atividades desenvolvidas têm possibilitado o aumento do conhecimento, visando o esboço de respostas sobre o atual quadro climático no planeta, sobretudo para tentar entender a influência da Antártica no continente sul-americano.
Fato muito importante nesta temporada foi a presença, na Estação "Comandante Ferraz", dos representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), do MMA e da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), para o acompanhamento dos projetos. Foram realizadas palestras com o objetivo de mostrar as atividades e resultados preliminares de cada projeto e estimular a integração e discussão de trabalhos.
Em março, terão início as atividades de inverno, nas quais o Inpe será representado pelo técnico Armando Hadano, que dará apoio aos projetos de Geoespaço, Ozônio e Radiação UV, Luminescência Atmosférica e de Meteorologia. No decorrer do ano, outros participantes do Inpe irão realizar trabalhos em Ferraz.
Inpe na Antártica
Os trabalhos do Inpe na Antártica estão relacionados ao estudo da atmosfera, do ozônio, da radiação solar, do geoespaço e também na área de meteorologia. Esses projetos mantêm atividades durante o ano todo na Estação Antártica Brasileira Comandante Ferraz (EACF) e no Navio de Apoio Oceanográfico "Ary Rongel" (NAPOc).