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Inpa cria grupo para implementar software livre
22/02/2005 - 08:16

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) acaba de criar o Grupo Permanente de Software Livre (GPSL), com a missão de pesquisar, implantar e desenvolver atividades visando a utilização de softwares livres na instituição, em todos os níveis. Com essa ação, o Instituto, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, se integra ainda mais à política de utilização de software livre adotada pelo governo federal, que tem como objetivo otimizar recursos e investimentos em tecnologias da informação.

Segundo o chefe do Grupo Técnico de Informática (GTI/Inpa), Moysés Mendes de Lima, a grande vantagem dos softwares livres é a diminuição dos gastos. Pela licença para o uso do sistema operacional Windows em apenas um computador, por exemplo, paga-se aproximadamente R$ 600. Para o uso do pacote Office, contendo programas como Word, Excel, Power Point, o investimento é de cerca de R$ 1,6 mil em licença por máquina (ver tabela abaixo). "Imagine quanto fica essa manutenção no Inpa, que tem centenas de computadores", pondera Lima.

A migração das atividades de informática para essa modalidade no âmbito da administração pública é uma prioridade do governo Lula. Espera-se, com a adoção de softwares livres, estabelecer base para programas de inclusão digital em todo o País, ampliando a malha de serviços prestados à sociedade, de modo a garantir ao cidadão o direito de acesso aos serviços públicos sem obrigá-lo a usar plataforma específica.

Inicialmente, apenas cinco ministérios estão em processo de migração para softwares livres: o de Cidades, Minas e Energia, Cultura, Comunicações e Ciência e Tecnologia, ao qual o Inpa está vinculado. "Gasta-se valores altíssimos com licenças para o uso de softwares proprietários aqui. Em 2000, foram enviados para o exterior cerca de US$ 1,2 bilhão", lamentou Lima, acrescentando que esse dinheiro poderia ser investido em capacitar pessoal e melhorar a qualidade da infra-estrutura utilizada nos centros de pesquisa nacionais.

Dentre as várias ações que o GPSL deve tomar, está a de criar agentes multiplicadores do software livre a partir de seu quadro de servidores. A intenção é disseminar essa nova cultura, levando-se em consideração as diversas alternativas possíveis. Entre elas estão o uso, a cópia e a distribuição de programas, seja na forma original ou com modificações.

"O principal beneficio está na possibilidade de realizar modificações no software original conforme a necessidade do usuário, não ficando restrito somente ao fabricante. Precisamos pensar que quando falamos do termo 'livre' estamos nos referindo à liberdade de estudar o código, aprender novas tecnologias, além de fazer parte integrante da grande comunidade de desenvolvedores de software livre no mundo, já que temos o livre acesso ao código fonte, conforme os termos da GNU GPL (General Public License, em português, Licença Pública Geral).

Em paralelo à adoção dos softwares livres, o Inpa também está modernizando os seus equipamentos de informática. Já foram adquiridas 60 impressoras a laser e 200 novos computadores.

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