A partir deste mês, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) fará a análise de esterilidade em luvas cirúrgicas. Segundo a pesquisadora Márcia Lutterbach, a área de Biocorrosão e Biodegradação está se capacitando para atender as empresas que já buscam o Instituto, por exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os testes visam à identificação da presença de microorganismos para garantir que as luvas cheguem ao mercado esterilizadas.
Pesquisa em biocorrosão
O Instituto, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, também está desenvolvendo pesquisas sobre biocorrosão em outras áreas. A corrosão microbiana, ou biocorrosão, é um dos principais problemas encontrados nos dutos que veiculam água, óleo, gás ou minério e é responsável por grandes prejuízos. Ela pode deteriorar o produto transportado, causar o seu vazamento e provocar a necessidade de paradas desprogramadas, troca de peças e limpeza constante.
Com o intuito de evitar a corrosão da tubulação e os danos que ela pode causar, a área de Biocorrosão e Biodegradação do INT, criado em setembro do ano passado, realiza pesquisas para identificar a presença de microorganismos causadores da biocorrosão.
O INT participará também do projeto Rio Biodiesel, fazendo pesquisas sobre a biocorrosão em tanques de armazenamento de combustível e também nas peças de automóveis. O projeto é em parceria com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e já está em fase de liberação de recursos.