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Parque Zoobotânico reabre neste domingo
04/01/2005 - 14:57
Fechado desde o dia 19 de dezembro por medida de segurança, em função de um ataque de abelhas africanizadas que vitimou duas antas de sua coleção faunística, o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, será reaberto à visitação pública no próximo domingo (9).

No período em que esteve fechado, o Goeldi, com apoio da Federação de Associações dos Apicultores do Pará (Fapic) e do Corpo de Bombeiros, localizou, combateu e exterminou dois enxames situados próximos ao local do cativeiro das antas. Ainda para aumentar a segurança na reabertura ao público, fez-se uma vistoria completa do parque - um dos mais concorridos logradouros públicos de Belém - com o apoio do especialista Bianor Gemaque, do SOS Abelhas. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) aprovou as medidas adotadas pelo Goeldi e indicou em seu diagnóstico a necessidade de manter a área sob monitoramento, como ocorreu nessas duas últimas semanas.

A reabertura estava prevista para hoje (4), mas foi adiada devido ao atraso no serviço de podagem de árvores, atividade de manutenção realizado rotineiramente nessa época. Segundo a chefe do Parque Zoobotânico, a engenheira florestal Vera Bastos, o processo de podagem é importante para a limpeza e manutenção do equilíbrio de plantas em processo de senilidade. Entre as árvores que passarão pelo tratamento estão exemplares de Samaumeira (Ceiba pentandra), Castanha de Macaco (Courupita sp) e Visgueiro (Parkia pendula).

Entenda
No dia 18 de dezembro, um enxame de abelhas africanizadas, uma linhagem híbrida de Apis melifera, invadiu o Parque Zoobotânico do Museu Goeldi e atacou a ferroadas um grupo de antas (Tapirus terrestris). A grande quantidade de picadas provocou a morte de dois machos, um com dez e outro com 4 anos de idade. O Museu Goeldi, então, por medida de segurança, fechou os portões do parque ao público e afastou os funcionários do local até que a situação fosse contornada. Além de isolar e monitorar constantemente a área onde estava localizada a colméia de abelhas africanizadas, a instituição comunicou e solicitou o apoio dos órgãos competentes (Semma, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros e Ibama), adquiriu vestimentas adequadas para circulação na área, alertou a vizinhança, e duplicou a quantidade de armadilhas (caixas-isca) para captura das abelhas no parque.

Com o apoio da Fapic, há mais de um ano, o Goeldi vem instalando essas caixas pelo parque e retirando os enxames, que foram reaproveitados em projeto da Federação, de produção de mel junto a comunidades quilombolas. Os enxames situados em área de risco foram localizados e exterminados com veneno, água e fogo, e por meio da mídia jornalística, a população de Belém vem sendo alertada para a necessidade de monitorar a presença de abelhas africanizadas.
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