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01/12/2004 - 09:56
Começou hoje (1º), no Centro de Convenções de Goiânia (GO), o 2º Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública. Promovido pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão executivo do Ministério da Saúde, o evento prossegue até sexta-feira. Pesquisadores e técnicos do Brasil e do exterior irão discutir novas iniciativas para a promoção da saúde, tendo como base o tema Inovações Tecnológicas em Saneamento Ambiental.
O Seminário servirá como fórum de discussão para a ampliação do acesso dos diversos segmentos sociais ao abastecimento de água potável ? recurso indispensável para a promoção da saúde pública, preservação do meio ambiente e combate à pobreza.
O Censo 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 83,47% dos municípios brasileiros com população de até 30 mil habitantes têm pouca ou nenhuma capacidade de investir em saneamento. Dados do Ministério da Saúde mostram que, de l995 a 1999, as doenças relacionadas com deficiência de saneamento básico foram responsáveis pela internação de 3,4 milhões de pessoas.
Junto com o Seminário, serão realizadas as 2ª Mostra de Experiências Bem-Sucedidas e 2ª Mostra de Estudos e Pesquisas. Na primeira, serão expostos trabalhos de pesquisadores de diversas instituições e órgãos (governamentais e não-governamentais). A segunda contará com a divulgação das experiências desenvolvidas por técnicos e servidores da própria Funasa.
Entre as experiências bem-sucedidas destaca-se o Consórcio Intermunicipal de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (Citresu), uma alternativa para a destinação final dos resíduos sólidos urbanos produtos por municípios brasileiros. O projeto consiste em reunir pequenos municípios próximos e construir um único aterro sanitário. A experiência foi realizada com sucesso na região noroeste do Rio Grande do Sul, com apoio da Coordenação Regional da Funasa no estado, e apresentou excelentes resultados.
Outra experiência a ser mostrada no evento é o Programa de Formação e Mobilização Social para Convivência com o Semi-Árido. O Programa tem como meta a construção de um milhão de cisternas, de forma a viabilizar o acesso descentralizado à água potável para, aproximadamente, cinco milhões de pessoas da zona rural dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo. Cada cisterna tem capacidade para armazenar 16 mil litros de água, garantindo o abastecimento de uma família, durante os oito meses de estiagem.
Serão lançadas ainda oito publicações: o livro 100 Anos de Saúde Pública ? A visão da Funasa, onde estão registradas as mudanças ocorridas no período, e sete manuais técnicos do Departamento de Engenharia de Saúde Pública da Fundação.
Assessoria de Imprensa da Funasa
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