Durante dois dias, especialistas da área espacial e representantes de diversos segmentos da sociedade debaterão questões relacionadas ao setor, desde os resultados da revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) até as tendências das atividades espaciais no mundo. O seminário de revisão do PNAE começou hoje (30), em Brasília, promovido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
Na cerimônia de abertura do evento, o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, ressaltou a importância de se avaliar o programa espacial com visão de futuro e a consciência de que não se trata de um programa de governo, mas do País. "É hora de rever o PNAE dentro de um novo ambiente mundial no qual está o Brasil", afirmou. A multidisciplinaridade buscada pelo seminário tem como objetivo garantir que os pareceres reproduzam as necessidades da sociedade. "É a soberania popular que deve dirigir as nossas ações", afirmou o presidente da AEB, Sérgio Gaudenzi.
O resultado do encontro servirá de base para o Conselho Superior da AEB (CSP/AEB), órgão responsável pela elaboração e atualização do programa espacial, que se reunirá no dia 15 de dezembro. A partir da decisão do Conselho, será originada uma versão do Programa Nacional de Atividades Espaciais para 2005/2014.
O orçamento para o desenvolvimento do Programa também foi tratado por Eduardo Campos. Segundo o ministro, o objetivo é fazer com que a área possa contar com recursos da ordem de US$ 100 milhões, o que corresponde ao maior valor já investido, historicamente. Atualmente, a média é de US$ 34 milhões, sendo que, em 2004, ficou acima de US$ 50 milhões.
O Brasil é o único país do hemisfério Sul a contar com um programa espacial que envolve diferentes vertentes da atividade, tais como o desenvolvimento de satélites, lançadores e tecnologias associadas. Em cooperação com a China, desenvolve o CBERS, bem-sucedido programa de satélites de sensoriamento remoto.
Para o ministro, a revisão e o incremento orçamentário do PNAE são importantes passos para garantir, ainda, a renovação dos recursos humanos. "Temos que animar nossa juventude a reforçar os programas estratégicos como este, dedicando a eles sua formação", concluiu.
Com a Assessoria de Imprensa da AEB