Eduardo Campos, ao lado do presidente da Embrapa, Clayton Campanhola, destacou o papel da instituição para a inovação tecnológica no Brasil.
O trabalho conjunto de toda a estrutura do Estado em prol do desenvolvimento equilibrado do País. Essa foi a tônica do pronunciamento do ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, durante a Reunião de Chefes Gerais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na manhã de hoje (10), em Brasília.
Dentre as linhas apresentadas durante a mesa redonda "Futuro da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para o Agronegócio", o ministro reforçou a importância de consolidar um sistema nacional de ciência e tecnologia, marcado pelo encontro entre as instituições de pesquisa e as necessidades da sociedade. Segundo Eduardo Campos, as ferramentas para isso estão no planejamento estratégico, "que permite gerir os recursos com mais objetividade"; na formação de recursos humanos e na Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior.
Nesse contexto, a Lei de Inovação, em tramitação no Senado, permitirá que o Estado exerça seu poder de indução do investimento empresarial, gerando um processo de sinergia entre a indústria e as universidades e institutos tecnológicos. "A Lei de Inovação é uma linha que define um modelo de relacionamento das instituições públicas com as necessidades da sociedade brasileira, gerando aumento na produção", comentou o ministro.
Tecnologias geradas pela Embrapa mudaram a agricultura brasileira. Um conjunto de tecnologias para incorporação dos cerrados no sistema produtivo tornou a região responsável por 40% da produção brasileira de grãos, uma das maiores fronteiras agrícolas do mundo.
Eduardo Campos reforçou, ao lado do diretor-presidente da Embrapa, Clayton Campanhola, a importância do papel daquela instituição na inovação tecnológica. "O sucesso que o Brasil vive hoje no agronegócio deveria ser muito mais creditado à Embrapa do que é", comentou.
O ministro comentou, ainda, sobre o Lattes Tecnológico, versão da plataforma Lattes do CNPq, voltada para a integração entre pesquisadores e empresas. "É importante a participação da Embrapa e do Sebrae na construção desse sistema. São duas áreas de grande importância: as micro e pequenas empresas e a tecnologia rural", afirmou.