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Governo debate software livre com iniciativa privada
26/10/2004 - 18:40

O ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, participou na tarde de hoje (26) de uma reunião com ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu, o presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Sérgio Amadeu. No encontro, três das principais entidades representativas do setor brasileiro de software e serviços de tecnologia da informação - a sociedade Softex, a Assespro e a Federação Nacional das Empresas de Serviços técnicos de Informática e Similares (FENAINFO) ? apresentaram propostas para a área de tecnologia da informação.

Segundo o grupo, o objetivo é buscar o fortalecimento da indústria nacional, com vistas a alavancar a exportação de software e serviços relacionados, em consonância com a política industrial do governo federal. A idéia é construir junto com o governo um caminho para uma transição segura e para que a indústria de software se desenvolva e alcance espaço internacional.

O ministro Eduardo Campos parabenizou a iniciativa e se propôs a ampliar as experiências e parcerias existentes com o Ministério da Ciência e Tecnologia. "A política de desenvolvimento nacional tem no software livre um dos seus pilares estratégicos. Acreditamos que o setor pode beneficiar a empresa nacional com programas de códigos abertos", afirmou.

No documento, as entidades defendem um modelo de convivência com o software proprietário e que a idéia do software livre só será viável quando houver um modelo de negócios que permita a geração de trabalho e riqueza em proporções justas. "Em 2003, ?arrumamos a casa?. Em 2004, estamos retomando as ações e, nos próximos dois anos, deveremos consolidar nosso trabalho, que passa pelo financiamento de ciência e tecnologia, infra-estrutura e educação. O setor de informática está presente em todas as áreas", declarou o ministro José Dirceu.

Na avaliação do presidente da Fenainfo, Maurício Mugnaini, a política do governo foca o desenvolvimento de software e o incremento do volume de exportações. "Se o objetivo é promover o desenvolvimento e qualificação do setor de TI, o caminho natural é conversar com as pequenas e médias empresas interessadas em crescer. O canal para chegar a estas empresas é por meio das entidades representativas do setor como a Fenainfo, Assespro e Softex", ressaltou.

O presidente do ITI, Sérgio Amadeu, vê no encontro uma demonstração de que o atual governo trata a área de tecnologia da informação como uma política de desenvolvimento e não como um produto qualquer. "É uma área estratégica e esse contato com as associações é muito importante para reposicionar o setor e permitir que as empresas aproveitem a oportunidade desse novo cenário internacional", comenta Amadeu.

Software livre no governo
Segundo Mugnaini, a sociedade espera que a adoção de software livre pelo governo resulte na racionalização dos gastos com a implementação de processos de informatização. "A realidade tecnológica do país mudou. Hoje existem recursos de software, principalmente de software livre, que não existiam há alguns anos. Algumas aplicações podem e devem ser revistas", explica.

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