As histórias da vida de astronauta atraíram de crianças a adultos à palestra de Marcos Pontes
Ainda não foi dessa vez que ele chegou em uma nave espacial ? seu embarque rumo à estação internacional está previsto para 2006. Mesmo assim, a vinda do astronauta Marcos Pontes a Brasília não deixou de ser uma das grandes atrações apresentadas na 1ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia pela Agência Espacial Brasileira (AEB), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
O ?contato? aconteceu nesta quarta-feira (20) no Centro Comunitário Athos Bulcão, da Universidade de Brasília (UnB), onde Pontes, dirigindo-se a uma platéia majoritariamente de jovens e crianças, falou de sua carreira, desde quando começou, como eletricista, passando a piloto de caça da Força Aérea Brasileira (FAB), até ser declarado oficialmente um astronauta, no ano de 2000.
Respondendo ao fascínio e curiosidade que o tema desperta na criançada, ele apresentou alguns detalhes do treinamento que realiza desde 1998 na Nasa, em Houston (EUA), preparando-se para ser o primeiro brasileiro a ir ao espaço. Falou dos testes de gravidade zero, sobre os tipos de alimentos que comem, os riscos que podem ocorrer à saúde, e até sobre a suposta existência de corpos de ETs, guardados a sete chaves, na agência americana.
Segundo o astronauta, que é tenente-coronel da FAB, o programa espacial brasileiro é de grande valia, pois, ?além de criar oportunidades de pesquisa e trabalho para a comunidade científica e a indústria nacional, projeta internacionalmente o País como produtor de ciência e tecnologia de ponta?, avalia.
Também presente, o secretário para Inclusão Social do MCT, Rodrigo Rollemberg, sublinhou a importância da Semana Nacional de C&T para desmistificar o tema e aproximá-lo da população, uma vez que a ciência e a tecnologia estão, ainda que despercebidas, no dia-a-dia das pessoas, ?desde as coisas mais simples, como o tratamento da água que bebemos, serviços de telefonia e TV, até aquelas mais sofisticadas, como as desenvolvidas pela AEB, a exemplo do monitoramento por satélite do crescimento das cidades e de queimadas?, completou.
Mais informações nos sites da AEB e do astronauta.