O mais antigo centro astronômico em funcionamento na América do Sul, o Observatório Nacional, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, completou hoje (15) 177 anos de fundação, homenageando o passado e de olho no futuro. As obras raras de sua biblioteca estão a partir desta data disponíveis ao público através da internet e o novíssimo prédio da Divisão do Serviço da Hora ganhou o nome do engenheiro Carlos Gooda Lacombe, um dos pioneiros das telecomunicações no Brasil, que trabalhou no Observatório Nacinal entre 1958 e 1977.
Criado por D. Pedro I em 1827 para fazer estudos astronômicos e geográficos do território nacional e ensinar navegação, o Observatório Nacional se dedica atualmente ao ensino e a pesquisas nas áreas da astronomia, astrofísica e geofísica, além de gerar, distribuir e manter a hora legal brasileira de acordo com os padrões nacionais de freqüência e tempo.
Os livros, as horas
A seção de obras raras da biblioteca do Observatório Nacional é formada por mais de 2000 títulos. As primeiras publicações digitalizadas e disponibilizadas através do site da entidade são anais e revistas que contêm o conhecimento escrito por pesquisadores que trabalhavam no então chamado "Imperial Observatório do Rio de Janeiro", que começou a funcionar num dos torreões da Escola Militar. Em 1920, depois de muitas mudanças, a instituição foi instalada no morro de São Januário, situado no bairro de São Cristóvão, centro do Rio de Janeiro.
É nesse campus que foi construído o novo prédio do Serviço da Hora, uma atribuição exclusiva do Observatório Nacional há 90 anos. "Esta nossa responsabilidade se revela, a cada dia mais, uma possibilidade de negócios, porque os bancos e diversas empresas, inclusive provedores de internet, precisam atestar a hora exata de documentos e transações comerciais. No passado, cabia ao Observatório informar aos navegantes, através de balões, a hora em que chegavam ao porto do Rio. Hoje, o serviço nos projeta para o futuro. Nosso desafio é fortalecer a pesquisa na área de tempo/freqüência e ao mesmo tempo pensar novos produtos, investir na nossa criatividade", afirmou o presidente da entidade, Sérgio Fontes.