A comissão de sistemas de inovação tecnológica do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) discutiu as perspectivas do desfecho da tramitação da Lei de Inovação no Congresso Nacional. Os conselheiros se reuniram nesta terça-feira (5), em Brasília.
A matéria, que aguarda ser votada no Senado Federal, teve seu regime de urgência retomado depois de entendimentos do governo com o Congresso. Os conselheiros do CCT encaminharam uma declaração de apoio ao projeto para o relator da matéria, senador Romero Jucá (PMDB).
Para o coordenador da comissão de inovação, Ozires Silva, a Lei de Inovação trará importante contribuição para a economia brasileira. "As universidades e o setor público poderão trabalhar com mais liberdade e a lei trará oportunidades para o empreendedorismo do pesquisador, que poderá abrir sua própria empresa e desenvolver a tecnologia criada por ele", avaliou Ozires Silva.
Outro ponto discutido na reunião foram as propostas do Instituto de Engenharia de São Paulo sobre energias alternativas. A idéia apresentada é a utilização de hidrogênio como combustível, substituindo o petróleo por ser um elemento químico abundante no planeta, ter flexibilidade e grande potencial energético por unidade de massa. Foram apresentadas suas principais vantagens ambientais e econômicas e como andam as pesquisas do instituto.
O encontro contou ainda com a apresentação da palestra Estímulo às empresas de Capital de Risco e Capitalização de Empresas Inovadoras e de Base Tecnológica, proferida pelo presidente da Associação Brasileira de Capital de Risco, Álvaro Luís Gonçalves.