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Unicamp finaliza 1ª tabela de composição de alimentos
27/09/2004 - 11:26

Pesquisadores da Unicamp, em parceria com o Ministério da Saúde, anunciaram a conclusão da primeira versão de uma tabela genuinamente brasileira de composição dos principais alimentos consumidos no país, batizada de Projeto Taco (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos). O projeto é uma iniciativa pioneira na América Latina para constituição de um banco de dados de nutrientes, baseados em análises laboratoriais de amostras representativas do Brasil, já que os dados de tabelas de composição de alimentos são de países desenvolvidos ou compilações de dados de amostras não representativas.

O trabalho, na forma de livro, foi apresentado a especialistas de todo o País na última sexta-feira (24), no 18º Congresso Brasileiro de Nutrição, em Campo Grande (MS). Para a elaboração da tabela, foram coletados e analisados os 198 alimentos mais consumidos pela população brasileira, em todo o território nacional. Leite, iogurtes, biscoitos, café, cereais, macarrão, farinha, enlatados diversos, arroz, feijão, carnes bovinas e de frango, frutas, verduras, legumes, sal, açúcar e pães fizeram parte da lista pesquisada.

Segundo a professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp e coordenadora do trabalho, Délia Rodriguez Amaya, é fundamental que cada país tenha
sua própria tabela de composição dos alimentos, com suas especificidades. Por meio delas, autoridades de saúde pública podem estabelecer metas nutricionais e guias alimentares que levem a uma dieta mais saudável.

Ao mesmo tempo em que forneçam subsídios aos pesquisadores de estudos epidemiológicos que relacionam a dieta com os riscos de doenças ou a profissionais que necessitem dessas informações para fins clínicos, esses dados podem orientar a agricultura e as indústrias de alimentos no desenvolvimento de novos produtos e apoiar políticas de proteção ao meio ambiente e da biodiversidade.

Os avanços nas metodologias analíticas, o melhoramento genético de vegetais e animais, as mudanças de hábito da população e os constantes lançamentos de novos produtos no mercado fazem com que a construção de um banco de dados seja um processo dinâmico e contínuo. Por isso, adianta Délia, a primeira versão é apenas o início, uma vez que a tabela deve ser ampliada, tanto em número de alimentos como em número de nutrientes, e atualizada à luz dos conhecimentos mais recentes.

O projeto também contou com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

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