O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Sérgio Gaudenzi, recebeu hoje (17) a visita do embaixador da Ucrânia, Yuri Bogaievsky, e do diretor para Assuntos Internacionais da Agência Espacial Nacional da Ucrânia (NSAU), Olexandr Serdyuk. A AEB é uma autarquia vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). O encontro abordou as medidas a serem adotadas de imediato pelos dois países, em acordo à aprovação pelo Senado Federal, nesta quinta-feira (16), do tratado que cria a empresa binacional (joint venture) encarregada de administrar as operações com o foguete ucraniano Cyclone-4, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
As autoridades manifestaram interesse em acelerar o processo de efetivação das atividades com o lançador no CLA e em realizar o primeiro teste de qualificação do Cyclone (lançamento) em 2007. Uma vez homologado, o foguete será utilizado para atender interesses do Brasil e da Ucrânia e prover lançamentos comerciais.
O Brasil já dispõe de R$ 15 milhões, aprovados pelo Congresso em junho, para iniciar os investimentos referentes ao sítio de lançamento específico do Cyclone (área dentro do CLA que abrigará o complexo do foguete). Essa área conterá instalações para montagem e transporte do lançador, carregamento do combustível (propelente), montagem e integração de satélites, entre outras.
Além do sítio, o Brasil trabalhará na melhoria da infra-estrutura geral do CLA de apoio às atividades de lançamento, o que inclui a parte de comunicações, radar, telemedidas, segurança de vôo e meteorologia.
O Cyclone-4 será uma versão aprimorada dentro da série, que já efetuou mais de 200 lançamentos bem-sucedidos. O foguete levará cargas de até 4.500 kg a órbitas baixas e cargas de até 1.800kg à órbita geoestacionária (a cerca de 36.000km), onde se encontra grande parte dos satélites de telecomunicações e de meteorologia.