Ao lado do ministro da Saúde (c) e do secretário de C&T da Bahia (d), Eduardo Campos anunciou pesquisas em várias áreas da saúde
Os ministros da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, e da Saúde, Humberto Costa, formalizaram na manhã de ontem (9), em Brasília, parceria que destinará R$ 57 milhões para o desenvolvimento do Programa de Fomento à Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Saúde.
Os recursos deverão ser integralmente desembolsados ainda neste ano e vão incentivar cerca de 350 projetos de pesquisa que possam melhorar as condições de saúde da população brasileira.
Do montante, R$ 29 milhões serão geridos pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e R$ 29 milhões pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ? ambas instituições vinculadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) ?, que disponibilizarão os recursos por meio de chamadas públicas, encomendas e cartas-convite, entre outros mecanismos.
"Se a integração das ações do Governo ? como a que neste evento celebramos ? é decisiva para o bom resultado de qualquer política pública, no universo particular da ciência, da tecnologia e da inovação, em torno do qual gravitam vários ministérios e instituições públicas e privadas, tal compartilhamento de esforços é fundamental", afirmou Eduardo Campos.
Temas
Entre as propostas que integram o Programa está o incentivo aos projetos do "Pesquisa para o SUS", cujo objetivo é apoiar a realização de pesquisas em saúde em todos os estados brasileiros. Deste modo, procura-se garantir que o desenvolvimento científico e tecnológico chegue a quem precisa.
Foram selecionadas sete áreas temáticas: violência, acidentes e trauma; alimentação e nutrição; sistemas e políticas de saúde ? qualidade e humanização do SUS; mortalidade materna e morbimortalidade natal; saúde bucal e arboviroses, hantaviroses e outras roboviroses.
Segundo o ministro Humberto Costa, "o montante liberado envolve um recurso expressivo. Poderemos fazer investimento em questões avançadas como a utilização de células-tronco em cardiologia e a produção de vacinas, medicamentos e hemoderivados".
Um dos destaques do acordo é o incentivo para um ensaio multicêntrico ? realizado simultaneamente por diversas instituições de pesquisa ? sobre o uso de células-tronco do próprio paciente para tratamento de doenças cardíacas. O ensaio deverá consumir R$ 5 milhões.
Serão estimulados, ainda, projetos tecnológicos que pretendem levar à auto-suficiência na produção de alguns tipos de vacinas e kits de diagnósticos de doenças.