Habilitar o Brasil a tornar-se produtor de sistemas célula a combustível (CaC) com competitividade internacional. Este é o objetivo do Programa Brasileiro de Sistemas Célula a Combustível, lançado hoje (30), no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo.
Células a combustível são dispositivos eletroquímicos que convertem um combustível, em geral o hidrogênio, diretamente em energia elétrica, com alta eficiência e confiabilidade. Modulares e não-poluentes, proporcionam transição natural para fontes de energia renováveis.
Como parte do evento, Eduardo Campos, em companhia do presidente da Eletropaulo, Eduardo Bernini, ligou a célula a combustível que passou a alimentar a rede de energia elétrica do prédio do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (Cietec/IPEN).
"Por deferência da direção do Ipen e do Cietec, liguei a célula a combustível que agora alimenta a rede elétrica do prédio do centro de incubação. Esta célula foi produzida pela Electrocell, empresa incubada no Cietec e apoiada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Finep, CNPq e Fapesp", afirmou o ministro.
Portaria
Na mesma oportunidade, Eduardo Campos assinou portaria nomeando o coordenador do Programa Brasileiro de Sistemas Célula a Combustível (Procac), Francelino Grando, e os coordenadores das quatro redes cooperativas de pesquisa que compõem o programa.
Dentro das possibilidades envolvendo o desenvolvimento de conhecimento em células a combustível, o Procac privilegiará o uso estacionário da tecnologia (geradores de energia, por exemplo), utilizando hidrogênio ou outros combustíveis, e a produção de hidrogênio a partir do etanol, gás natural e outras fontes renováveis.
"O MCT já está investindo R$ 7 milhões no Procac. Pretendemos sustentar este esforço nos próximos meses, conscientes de que a célula a combustível representa a nova fronteira tecnológica na produção de energia, peça essencial na chamada ?economia do hidrogênio?, que aponta esse elemento químico como o combustível do futuro", completou Eduardo Campos.