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Estudos socioeconômicos receberão mais atenção do LBA
30/07/2004 - 16:03

A 3ª Conferência Científica do LBA (Large Scale Biosphere Atmosphere Experiment in Amazonia/ Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia) serviu para mostrar o quanto o conhecimento sobre a Amazônia avançou nesses seis anos de projeto. Essa é a conclusão do coordenador do evento, Paulo Artaxo, no encerramento da 3ª Conferência hoje (30). O encontro reuniu cerca de 800 cientistas de diversos países em Brasília durante três dias. "Hoje, já existe uma massa crítica de conhecimento que pode ser utilizada na elaboração de políticas públicas de desenvolvimento sustentável para a Amazônia com sólidas bases científicas", afirmou Artaxo.

Em relação ao futuro do experimento, o pesquisador disse que as dimensões humanas e os estudos sócioeconômicos deverão receber mais atenção, mas que as pesquisas ciências ambientais continuam. "Toda a parte de prospecção ambiental vai se intensificar pelas novas descobertas que sempre trazem novas questões cada vez mais importantes de serem respondidas".

Paulo Artaxo é pesquisador da USP e coordenador do Instituto do Milênio do Experimento LBA. O Intituto do de Milênio é um programa em rede que envolve 17 institutos do MCT em áreas estratégicas do país, do qual a Amazônia é uma delas. O instituto do Milênio do Experimento LBA investiga mudanças de usos do solo e seus impactos na ciclagem de carbono e do clima da Amazônia.

Os resultados dos trabalhos, mesmo os obtidos pelas equipes estrangeiras, serão colocados em um banco de dados. "A idéia é que, em um prazo máximo de dois anos, todos esses dados estejam disponíveis para acesso público", explicou Flávio Luizão, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCT).

Considerado o maior projeto de cooperação científica internacional na área ambiental, o LBA envolve o trabalho de 245 instituições parceiras, contabilizando a participação de 900 pesquisadores brasileiros e 708 estrangeiros. O Ministério da Ciência e Tecnologia é o responsável pelo gerenciamento do LBA e o INPA responde por sua coordenação científica.

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