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27/02/2004 - 16:39
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe - desenvolveu a mais nova sensação do mercado odontológico ? uma ponta de diamante sintético, que pode ser usada em aparelhos de ultra-som para tratamento dentário. Estas pontas de diamante, registradas com a marca CVDentUS, vibram a partir de ondas de ultra-som, e fazem parte dos estudos realizados no Laboratório Associado de Materiais e Sensores - LAS, do Inpe, a partir da tecnologia conhecida como CVD (Chemical Vapor Deposition), ou deposição química a partir da fase do vapor.
O Inpe vem estudando e fabricando esse material, o diamante artificial, há mais de dez anos, com o objetivo de aplicação espacial. Para ampliar seu uso, criou o projeto DIMARE - "Diamante-CVD e Materiais relacionados" que vem buscando aplicar a ciência às necessidades da sociedade. O projeto conta com financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos - Finep, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP.
As pontas odontológicas em diamante CVD são o grande destaque do projeto DIMARE. Além de possuírem alto grau de aderência, têm durabilidade até 30 vezes maior que as brocas comuns. Para o coordenador geral do projeto, o pesquisador Vladimir Jesus Trava Airoldi, as novas pontas eliminam o barulho do motor de rotação e os sangramentos durante o tratamento e poderão ser usadas em qualquer aparelho de ultra som já disponível pois foram desenvolvidos adaptadores que garantem o uso universal.
O diamante é obtido da mistura de gases metano e hidrogênio a baixa pressão e temperaturas, também, relativamente baixas, o que facilita sua obtenção em laboratório e seu escalonamento industrial.
As vantagens das pontas de diamante CVD, as CVDentUS, já estão disponíveis em inúmeros consultórios dentários e a tecnologia desenvolvida pelo Inpe está despertanto muito interesse internacional, e Israel e Itália, saíram na frente, onde já existe negociações avançadas para exportação. "O grande apelo da nova tecnologia para o dentista é o nível de precisão de corte, a durabilidade, a ausência de barulho, a ausência de dor, a não necessidade de anestesia na maioria dos casos e o grande conforto para os paciente e mesmo para os próprios dentistas", ressaltou Airoldi.
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