Instituições científicas e seus pesquisadores estão tendo que lidar com uma questão ainda nova, mas que já preocupa: como fazer a preservação da produção científica e cultural mundial, cada vez menos analógica e mais digital?
Na próxima quarta-feira (4), o pesquisador Miguel Ángel M. Arellano estará no Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCTI) para o seminário de lançamento da Rede Brasileira de Serviços de Preservação Digital – Cariniana, na Região Norte. O evento acontece no Auditório Paulo Cavalcante, no Campus de Pesquisa do MPEG, em Belém.
Arellano abordará os produtos e serviços de informação que o Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI) oferece e, em seguida, fará o lançamento da rede. Serão duas palestras: “Os produtos e serviços do IBICT para a construção de uma sociedade em rede” e “A rede de serviços de preservação digital – Rede Cariniana”.
Sobre a rede
A Cariniana, do Ibict, é uma rede de preservação digital idealizada em 2002 e que, em 2013, financiada pela Agência Nacional de Inovação (Finep/MCTI), aderiu ao inovador Programa Lockss, software livre da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Em tradução livre, o programa, do inglês Lots of Copies Keep Stuff Safe, significa “Muitas cópias mantém as coisas a salvo”.
O MPEG, por meio da coordenação de informação e documentação (CID) mantém e salvaguarda um valioso acervo de periódicos, livros, teses, dissertações, imagens e filmes referentes às suas variadas áreas de atuação relacionadas à Amazônia: antropologia, arqueologia, linguística, botânica, zoologia, ciências da terra e ecologia.
O museu, com a Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna e o arquivo Guilherme de La Penha, bases documentais da Amazônia, guarda documentos históricos que datam de 1800.
Serviço
O evento acontece no dia 4/12, das 9 horas às 12 horas, no Auditório Paulo Cavalcante, no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi, que fica na Avenida Perimetral, 1901, Belém.
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Texto: Júlio Matos - Agência Museu Goeldi