O ministro e os pesquisadores que palestrarão no congresso internacional. Foto: Giba/Ascom do MCTI
“É um grande feito para a ciência brasileira”, afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, ao receber, nesta terça-feira (20), três dos pesquisadores que vão participar do Congresso Internacional de Matemáticos, em agosto de 2014, na Coreia do Sul. “Vamos ter quatro conferencistas do Brasil no evento, e essas pessoas que participam das sessões plenárias se destacaram em suas linhas de pesquisa em relação ao restante do mundo”, comemorou.
Participaram do encontro com o ministro os matemáticos Fernando Codá – que sreá plenarista no evento –, Mihkail Belolipetsky e Vladas Sidoravicius. Eles estavam acompanhados do diretor do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), César Camacho, e do subsecretário da Coordenação das Unidades de Pesquisa do MCTI, Arquimedes Ciloni.
“Ter quatro conferencistas no congresso de matemática é algo sem precedentes”, ressaltou o diretor do Impa, instituição na qual atuam os pesquisadores selecionados para o evento mundial – o quarto, que não estava presente hoje, é Carlos Gustavo Moreira. “Dificilmente se consegue essa quantidade de palestrantes no congresso de matemática, inclusive por parte das melhores universidades do mundo. Isso nos orgulha muito e dá a certeza de que estamos trabalhando na direção certa”, acrescentou. Saiba mais.
Internacionalização
Camacho falou, ainda, do processo de internacionalização da instituição, que além de ter pesquisadores brasileiros de destaque no cenário internacional abre espaço para a atuação de cientistas de fora do país. Do grupo selecionado para o congresso mundial, dois são brasileiros natos e dois têm origem estrangeira. “Estamos prestigiando pesquisadores de todo o mundo. Isso mostra também a contribuição estrangeira à ciência brasileira”, comentou o diretor do instituto, que é uma organização social supervisionada pelo MCTI.
Nascido na Lituânia, Vladas Sidoravicius está no Brasil há 20 anos. O matemático, que tem experiência na área de probabilidade, avaliou que esse é um dos campos em que o país se destaca. Ele contou ter ficado, desde o início, impressionado com a qualidade da pesquisa realizada aqui. “Isso me levou a ficar no país”, disse.
Texto: Denise Coelho – Ascom do MCTI