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Sistema automatizado mede pulso de inundação da Reserva Mamirauá
20/08/2013 - 10:42
Para medir o pulso, o ritmo de inundação e vazante das águas da Reserva Mamirauá, no Amazonas, era preciso que alguma pessoa, em uma embarcação, conferisse os pontos de medição onde havia réguas instaladas. A medição era anotada e posteriormente repassada ao banco de dados. Agora com sensores instalados nos pontos de medição, a variação é detectada automaticamente e transmitida em tempo real para o banco de dados, sem nenhuma interferência humana.

"O pulso de inundação é um fator determinante nos processos ecológicos da várzea e, portanto, o seu monitoramento é fundamental", afirma o coordenador do Núcleo de Inovação e Tecnologias Sustentáveis do Instituto Mamirauá, Josivaldo Ferreira Modesto, um dos autores da pesquisa.

O sistema é composto por um sensor de nível que mede a variação da coluna d’água que age em cima dele. Os dados são coletados automaticamente a cada hora e enviados imediatamente, por um cabo submerso, a um datalogger, que é um hardware que armazena dados em memória de massa, localizado dentro do abrigo da torre de comunicação que o Instituto Mamirauá tem no Setor Mamirauá e onde há atualmente um enlace de internet via rádio.

O software que gerencia o sistema captura uma linha de dados no momento da leitura executada pelo sensor e a transmite ao servidor localizado na sede do instituto, em Tefé. Posteriormente os dados podem ser recuperados, tratados e disponibilizados.

Resultados

Após a instalação foram coletados e analisados dados dos meses de abril e maio de 2013. Além de demonstrar que o sistema novo está funcionando de acordo com o esperado, a análise indicou que o protocolo de coleta de dados do sistema antigo é eficiente.

Técnicas de análise também foram aplicadas sobre aproximadamente dois meses de dados. A metodologia permite estimar estatisticamente quais são os períodos dominantes de variabilidade dos dados. Os resultados preliminares indicam periodicidades da ordem de 30, 24 e 12 horas, aproximadamente.

"Com o tempo, o consequente aumento do volume de dados permitirá análises sobre os períodos dos pulsos dominantes tanto de cheia quanto de vazante, inclusive em escala interanual quando se dispuser de alguns anos de dados", destaca Modesto.

 

Texto: Ascom do Instituto Mamirauá

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