Tecnologias brasileiras de destaque no campo da agricultura serão apresentadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na 3ª Tecnópolis, evento organizado pelo Governo argentino, que reúne organizações públicas e privadas convidadas de toda a América do Sul. No ano em que comemora 40 anos de sua criação, a Embrapa participará da edição 2013 com um estande montado para os quatro meses do evento, levando informações sobre a contribuição da Empresa na revolução agrícola do Brasil nas últimas quatro décadas e sobre inovações em nanotecnologia, área que vem despertando cada vez mais interesse mundial por suas contribuições na agricultura, medicina, eletrônica, entre outras áreas.
A Embrapa é uma das instituições pioneiras em pesquisas de nanotecnologia para o agronegócio na América do Sul. Na Tecnópolis, a Empresa apresentará produtos diferenciados como o filme comestível para frutas e hortaliças, a língua eletrônica, embalagens inteligentes e plásticos biodegradáveis. O filme comestível é um tipo de embalagem invisível aos olhos e imperceptível ao paladar feito com proteínas vegetais. Revestidos com essa nanomembrana frutas e hortaliças aumentam consideravelmente seu tempo de prateleira sem alterar as propriedades do alimento. A tecnologia já utilizada comercialmente nos Estados Unidos, Europa e Japão foi desenvolvida pela Embrapa Instrumentação, unidade da Empresa em São Carlos (SP).
Outro destaque na feira será a Língua Eletrônica, um sensor gustativo para avaliação de bebidas como água, vinho e café, desenvolvida em parceria da Embrapa com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A tecnologia é um avanço no controle de qualidade para a indústria alimentícia, vinícolas, estações de tratamento de água e até para a indústria farmacêutica, pois permite verificar a qualidade das bebidas, se existem contaminantes, pesticidas, substâncias húmicas e metais pesados, com rapidez, precisão, simplicidade e a um baixo custo. A Língua Eletrônica diferencia sem dificuldade os padrões básicos de paladar doce, salgado, azedo e amargo, em concentrações abaixo do limite de detecção do ser humano. O sistema também apresenta excelentes resultados na diferenciação de bebidas com o mesmo paladar, sendo possível distinguir diferentes tipos de vinho, café, chá e água mineral.
Sobre a nanociência
A Nanociência é o estudo da matéria e suas propriedades físicas e químicas na escala do nanômetro (1nm é igual a 1 bilionésimo do metro), gerando conhecimento. A nanotecnologia está relacionada com o uso desse conhecimento para construir dispositivos, substâncias, películas e estruturas com propriedades diferentes das encontradas atualmente.
Na agropecuária, há um vasto potencial para aplicação da nanotecnologia para o desenvolvimento de insumos como pesticidas e fertilizantes em nanoemulsões, fármacos veterinários com liberação controlada, embalagens funcionais com proteção antimicrobiana, o uso no condicionamento de solo, usando hidrogéis com nanotecnologia para reter água no solo, e na obtenção de nanoestruturas da natureza para uso em novos materiais.
A Embrapa mantém desde 2006 a Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio, com 157 pesquisadores, da Embrapa e de instituições de pesquisa brasileiras, com o objetivo de identificar e integrar os conhecimentos já existentes em nanotecnologia para aplicação no agronegócio.
Líder em agricultura tropical
Além das inovações em nanotecnologia, quem visitar o estande da Embrapa poderá conhecer mais sobre as contribuições das pesquisas da Empresa nos mais difentes campos da agropecuária e sua participação na consolidação do Brasil como um dos líderes mundiais em tecnologias para agricultura tropical. Hoje o país é o 3º maior exportador mundial de produtos agropecuários e teve um incremento considerável de produção e produtividade entre 1970 até os dias atuais, passando de dependente da importação de alimentos a um dos maiores produtores de alimentos do mundo.
Texto: Ascom da Embrapa