A Siltomac, indústria de máquinas agrícolas, desenvolveu solução inovadora para recolhimento, enfardamento, carregamento e processamento da palha de cana-de-açúcar, facilitando o trabalho dos produtores. Após muita pesquisa em parceria com a Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), foram produzidos equipamentos para transformar a biomassa do campo em energia e etanol de forma mais eficaz e econômica, sem prejuízos ao meio ambiente.
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) financiou a empresa com cerca de R$ 7,5 milhões em crédito e subvenção e possibilitou a produção dessas máquinas. Agora, usinas de açúcar e etanol podem transformar o palhiço de cana-de-açúcar em biomassa alternativa. É possível utilizar de 20% a 80% da matéria orgânica deixada no solo após a colheita. O novo sistema de processamento traz diversos benefícios para o solo, diminui os custos de produção e faz melhor controle das pragas.
Desde 2008, a Siltomac realiza junto com a Unesp pesquisas visando à solução ideal para o mercado da agroenergia. O diretor da Faculdade de Ciências Agronômicas da universidade, João Carlos Cury Saad, considera que a parceria público-privado trouxe enormes benefícios para a faculdade, a empresa e o país. “É uma associação que traz reflexos em toda a estrutura da universidade e que traz para a Siltomac uma oportunidade de crescimento e, consequentemente, de desenvolvimento social e econômico do Brasil”, diz.
O diretor afirma também que o projeto exemplifica com sucesso o bom uso do recurso público e do conhecimento desenvolvido em conjunto com a iniciativa privada.
O professor Kléber Pereira Lanças, da Unesp, ressalta a importância da Finep na realização do projeto, afirmando que o seu papel de incentivadora da inovação no Brasil é fundamental para que o país diminua a importação de ideias e passe a construir as suas próprias. “A energia tem que ser cada dia mais renovável e autossustentável, e a biomassa é exatamente isso: uma energia limpa, renovável, sustentável e que ainda contribui com a camada de ozônio através da captação do CO2 no sistema”, acrescenta.
Texto: Ascom da Finep