Raupp e diretora discutem planos futuros.Foto:Augusto Coelho/MCTI.
O ministro Marco Antonio Raupp recebeu nesta terça-feira (23) a diretora executiva do Fundo Global para o Meio Ambiente (
GEF), Naoko Ishii.
A cada quatro anos o fundo se recompõe e, nos próximos meses, os 182 países que o integram devem apresentar compromissos de doação e contribuir com a política de financiamento e a seleção de áreas estratégicas para o período de julho de 2014 a junho de 2018.
Segundo Raupp, o MCTI deve elaborar sua estratégica com participação das pastas do governo federal ligadas a cada prioridade. “Valorizamos muito essa colaboração. A expectativa é a de que possamos continuar com nossas atividades conjuntas”.
Para o próximo ciclo de quatro anos, Naoko apontou possibilidades de atuação em projetos de agricultura e no combate ao desmatamento. A diretora de Políticas e Programas Temáticos do MCTI, Mercedes Bustamante, sugeriu iniciativas em ciências oceânicas e no controle da urbanização.
O GEF financia projetos brasileiros há mais de 15 anos. Seus interlocutores no país são os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), das Relações Exteriores (MRE), do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e do Meio Ambiente (MMA).
No âmbito do MCTI, a Assessoria de Captação de Recursos (Ascap) atua como ponto focal, mas as secretarias de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) e de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) são responsáveis pelos projetos em andamento, como o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) e outras iniciativas relacionadas a mudanças climáticas, energia e degradação do solo.
Participaram da reunião desta terça-feira o titular da Setec, Alvaro Prata, a assessora técnica Andrea Nunes, da Ascap, e a chefe interina da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCTI, Bárbara Sant’Anna.
O GEF
Composto por 182 países, em parceria com instituições internacionais, organizações não governamentais e setor privado, o mecanismo de financiamento apoia iniciativas nacionais de desenvolvimento sustentável.
Funciona ainda como mecanismo de financiamento das convenções das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), sobre Diversidade Biológica (CDB) e de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD).
Texto: Rodrigo PdGuerra