O secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, destacou nesta segunda-feira (15) a necessidade de investir na expansão dos programas de pós-graduação no Brasil.
“Em se tratando de ciência, tecnologia e inovação temos que avançar sempre mais uma etapa. Qualquer país se desenvolve com conhecimento local, por isso, devemos investir em ciência de qualidade e na expansão de nossa pós-graduação, disse, durante a abertura do 5º Encontro Preparatório do Fórum Mundial de Ciência 2013, que ocorre em Recife.
De acordo com o secretário, o encontro deve levar em consideração temas como a educação, o acesso ao conhecimento, ética e a propagação de ciência para todo o país. “Vamos demonstrar ao mundo que o Brasil tem uma enorme capacidade inovativa e muita gente preparada”.
O ex-ministro de Ciência e Tecnologia Sergio Rezende iniciou sua palestra, com o tema Ciência e Tecnologia Precisam de Política de Estado, traçando um paralelo entre o Brasil e outros países que investiram historicamente em C&T. E afirmou que 70% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países industrializados são gerados na economia do conhecimento.
Citando como exemplo o Japão, Rezende lembrou, na década de 1940, o país encontrava-se destruído, mas conseguiu se soerguer graças a uma política de Estado para ciência e tecnologia. “Houve um forte investimento em C&T, reforma das instituições públicas e uma parceria com o setor empresarial. Hoje, o Japão detém o terceiro PIB mundial, com uma população de 120 milhões de habitantes”.
Na avaliação dele, o Brasil tem hoje um sistema de C,T&I que se assemelha ao de países desenvolvidos, com aumento de recursos federais e estaduais, melhorias na produção científica e um “notável avanço” no ambiente de inovação nas empresas.
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Texto: Ascom do FMC 2013